A tecnologia se une à solidariedade e produz máscaras em tempo recorde

Em Guarapuava, analista de TI cria máscara com material pet, baixo custo e rapidez. Segundo Giancarlo, o produto é feito em três minutos e custa até R$ 3

Giancarlo e a máscara de baixo custo (Foto: Giancarlo)

Em Guarapuava, um esforço conjunto está permitindo que a solidariedade se propague mais rápido que o coronavírus. São ideias e tecnologias que se unem e se transformam em ações pela vontade solidária de um grupo de pessoas. São empresários, faculdades, entidades classicistas, professores, universidade, prefeitura e outros, que compõem o Tec do Bem.

Além da mobilização de donos de impressoras 3D, que já somam mais de 30 voluntários, com 250 máscaras já produzidas e entregues, uma outra iniciativa promete ser revolucionária. De acordo com Rui Primak, trata-se de uma ideia inédita no país.

Assim, um projeto ou um desenho para corte em máquina a laser, desenvolvido por Giancarlo Fernando Hild, permite a confecção de máscaras em material pet e corte a laser. Além da facilidade de produção, o custo baixo e a rapidez chamam a atenção. Conforme o analista de infraestrutura, o tempo de confecção é de três minutos e o valor é de até R$ 3 por unidade.

A cada momento quando as máscaras ficam prontas o Celeiro de Inovação de Guarapuava leva as unidades até os hospitais. Conforme Andy Troc, a ideia agora é produzir para outros municípios da Região.

De acordo com Gian, os arquivos, simples de fazer, estão sendo disponibilizados  de graça no site da empresa onde trabalha. Acesse aqui.

COMO COMEÇOU

Giancarlo trabalha numa empresa de tecnologia com o atleta paraolímpico Welder Knaf. Porém, ao ser ‘provocado’ por seu irmão, Giancarlo, começou produzindo viseiras para compor com máscaras impressas em 3D. “Meu irmão, Tony Alexander Hild, que é professor de Ciência da Computação na Unicentro, pediu para eu fazer as viseiras”.

Ao perceber que podia tornar o processo mais fácil, mais rápido e mais barato, Giancarlo dividiu a ideia com o Celeiro da Inovação. “Vi que era possível fazer uma viseira de forma rápida. Uma impressão em 3D leva até três horas e vi que podia fazer em a máscara completa em três minutos. Fiz contato como Andy Troc que topou a ideia. Produzi a primeira máscara e ele levou aos médicos no Hospital São Vicente”. Assim, após alguns ajustes de regulagem, o protótipo estava aprovado e a produção começou.

De acordo com Gian, outras pessoas se somaram e a intenção é que a ideia se viralize e possa contribuir de forma maciça para a prevenção contra o coronavírus.

Veja a explicação de Giancarlo feita no vídeo abaixo.

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