Atendimentos domiciliares de agentes melhoram a qualidade de vida de pinhãoenses

64 profissionais da saúde atuam na cobertura de 49 áreas da cidade e do interior

Darci e Matilde durante visita da agente de saúde (Foto: Ascom)

O casal Darci Teixeira e a dona Matilde moram no bairro Água Verde, no município de Pinhão. Idosos, eles não precisam mais sair de casa para aferir a pressão arterial, medir a glicose, nem para receber orientações sobre os medicamentos que consomem.

“O trabalho dos agentes comunitários vai muito além de examinar a pessoa”, diz Darci. “É uma alegria, pois a agente passa uma energia positiva pra gente isso faz a diferença”, completa do Matilde.

Mas o casal não é único a elogiar o atendimento. Dona Lindaura, também moradora do bairro Água Verde, conta que a agente de saúde a auxiliou a compreender a importância de tomar a medicação nos horários corretos, situação que hoje lhe proporciona mais qualidade de vida.

A dona Rosa lembra que em tempos passados ficou mais de um ano sem receber a visita, que agora acontece com regularidade.

Para atender a demanda, atualmente a Secretaria Municipal de Saúde de Pinhão conta com 64 Agentes Comunitários de Saúde, os quais atuam na cobertura de 49 áreas da cidade e do interior. Segundo dados da Secretaria de Saúde de Pinhão, ainda há um grande desafio para conseguir atender 100 da população, porém, isso já melhorou muito, pois a atual gestão ampliou em 10,94% o número de agentes, contratando sete novos profissionais.

De acordo com a coordenadora desse setor, Cassiele Tossin, o papel dos agentes comunitários é fundamental, pois subsidia o planejamento estratégico do setor de saúde do município, colaborando na prevenção e na vigilância da saúde da sociedade.

“O trabalho dos agentes, em realizar visitas casa a casa, é de extrema importância, pois é por meio da visita domiciliar que nós, enquanto Governo, conseguimos um retrato do que está ocorrendo no em nossa cidade. Com esse trabalho é que conseguimos identificar quais são as áreas de maior probabilidade de transmissão de doenças e quais a melhores ações a serem tomadas”, explica o secretario de Saúde Beraldo Amaral.

(Foto: Divulgação)

A agente comunitária de saúde, Kleidy Hardt, visita casas e conversa com os moradores do bairro Água Verde 2. A jovem diz que as ações dos agentes vão além da coleta de dados e informações. A caminhada “pela minha região”, como ela chama, serve para falar sobre os direitos da comunidade e instruir as pessoas sobre os programas de saúde do Governo.

“A medida que nós visitamos as casas das pessoas, passamos orientações à população, ensinamos conceitos de educação em saúde, que para muita gente pode parecer básico, mas para algumas comunidades mais carentes pode ser um esclarecimento, uma novidade. Além disso, tiramos dúvidas sobre doenças e agravos, verificamos a evolução no quadro clínico de quem precisa. Enfim, podemos acompanhar a saúde das famílias ao longo do tempo”, explica a agente Aline Ults que atua no Mazurechem 1.

A Agente de Saúde do bairro Lindouro, Karina Martins Caldas, realiza visitas em 112 residências na suas área de atuação. Ela conta que a maioria da demanda é composta por pessoas idosas, gestantes, hipertensas e diabéticas.

Existem casos mais complexos e nestas situações nós encaminhamos para a enfermeira do ESF do bairro, a qual realiza o agendamento para a visita domiciliar do profissional médico que atende na unidade.

ATIVIDADES

– Cadastrar todas as pessoas de sua micro área e manter os cadastros atualizados;

– Acompanhar, por meio de visita domiciliar, todas as famílias e indivíduos sob sua responsabilidade. As visitas deverão ser programadas em conjunto com a equipe, considerando os critérios de risco e vulnerabilidade de modo que famílias com maior necessidade sejam visitadas mais vezes, mantendo como referência a média de uma visita/família/mês;

– Desenvolver atividades de promoção da saúde, de prevenção das doenças e agravos e de vigilância à saúde, por meio de visitas domiciliares e de ações educativas individuais e coletivas nos domicílios e na comunidade, por exemplo, combate à dengue, malária, leishmaniose, entre outras, mantendo a equipe informada, principalmente a respeito das situações de risco.

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