22/08/2023
Paraná Política

ALEP reage à instalação de pedágios eletrônicos

Deputados criticaram duramente a forma como a nova tecnologia está sendo implantada nas Regiões Norte e Noroeste do estado

Pedágio eletrônico (Foto: EPR)

A instalação de pórticos eletrônicos de pedágio, o chamado ‘free flow‘, nas rodovias do Paraná provocou reações na primeira sessão plenária de 2026 da Assembleia Legislativa do Paraná. Parlamentares de diversas legendas, incluindo membros da base governista, criticaram duramente a forma como a nova tecnologia está sendo implantada nas Regiões Norte e Noroeste do estado. De acordo com os parlamentares, há distorções que ferem os interesses da população.

A principal queixa gira em torno da localização dos pórticos. Instalados fora das áreas das antigas praças de pedágio, os pórticos estão em trechos urbanos ou de uso cotidiano. O que, segundo a Alep, penalizaria diretamente moradores que agora devem pagar tarifa integral por deslocamentos curtos. Além disso, alertam que a medida não estava prevista nos contratos celebrados com as concessionárias. Contratos estes elaborados ainda durante o governo Bolsonaro. Há suspeitas de possível desvio contratual ou quebra de cláusulas do Programa de Exploração da Rodovia (PER).

O presidente da Alep, deputado Alexandre Curi (PSD), anunciou o envio de um ofício à ANTT, ao TCU e ao Ministério dos Transportes. Ele cobra explicações e revisão do processo. A medida foi endossada por parlamentares da oposição e da base, numa rara convergência política que escancara o descontentamento generalizado.

‘FINALIDADE ARRECADATÓRIA’

Deputados como Evandro Araújo (PSD) e Luiz Claudio Romanelli (PSD) apontaram a “finalidade arrecadatória” como eixo da mudança. Destacam o impacto social e econômico da decisão, como a demissão em massa de trabalhadores das praças de pedágio e a elevação de custos para a população lindeira. Exemplo emblemático foi o caso de Rolândia, onde o pórtico foi reposicionado para capturar tráfego de um parque industrial local. O que, para muitos, configura manobra de arrecadação agressiva.

A crítica mais contundente veio de parlamentares que lembraram que parte dos atuais opositores ao ‘free flow‘ haviam apoiado os contratos de concessão em 2022. Arilson Chiorato (PT) e Requião Filho (PDT) exigiram que esses deputados reconhecessem publicamente os erros e o impacto de decisões passadas.

O líder do Governo na Alep, Hussein Bakri (PSD), posicionou-se contra a forma como o sistema está sendo implantado. Entretanto, ponderou que a decisão final cabe à ANTT. A Casa Legislativa já articula ações por meio da Comissão de Obras e promete pressão institucional.

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Cristina Esteche

Jornalista

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