Alunos de Guarapuava representam o PR em Congresso Nacional de Inovação

Vinicius Bail e Maria Eduarda Pessoa criaram dispositivos para deficientes visuais

Vinicius e Maria Eduarda (Foto: Rodrigo Leal/Ascom Flavio Arns)

Dois estudantes de Guarapuava desenvolveram dois dispositivos que auxiliam a mobilidade de deficientes visuais. A inovação foi destaque do Paraná durante o Congresso Nacional, em Brasília, na exposição “Sesi Senai Pelo Futuro do Trabalho”, montada no Salão Negro do Congresso Nacional, encerrada dia 12.

O que chama a atenção é que um dos alunos é Vinicius Bail, de 17 anos, que perdeu a visão em acidente na quadra de esportes do Colégio Visconde em Guarapuava, quando bateu com a cabeça na trave de futsal. A superação do adolescente impressiona. Além de se tornar tri-atleta, Vinicius cursa educação física na Universidade Estadual do Centro-Oeste.

Porém, no ensino médio no Colégio do Sesi, em 2017, ele criou uma luva com dois sensores ultrassônicos que vibra conforme o obstáculo vai se aproximando. Assim sendo, o deficiente visual tem mais mobilidade e autonomia ao andar em ambientes internos.

Dispositivos criados pelos alunos (Foto: Greicy Pessoa/Ascom Flavio Arns)

A outra estudante é Maria Eduarda Pessoa, de 19 anos, que cursa Engenharia de Controle e Automação na Faculdade de Guarapuava. Depois da luva, os alunos foram além e a última criação, desenvolvida em 2018, é uma pulseira inteligente para uso industrial que tem basicamente três funções: identificar o obstáculo com um sensor mais preciso; identificar eletricidade, para evitar choque e identificar faixa de segurança. Tudo isso só é possível, pois a pulseira é interligada com um aplicativo de celular online.

Para o senador Flávio Arns (Rede), que esteve na exposição e que é um dos defensores da inclusão de deficientes, os projetos são muito interessantes. “Os alunos desenvolveram ideias com auxílio da tecnologia que permitirão uma maior inclusão social e convívio em comunidade. É muito bom ver o Paraná sendo referência para o restante do País”.

Agora, o objetivo é a transferência dessa tecnologia da pulseira, vender o produto para uma empresa. “O valor da pulseira para comercialização é de R$ 480. O valor humano, vai além, pois vai ajudar as pessoas com deficiência a se sentirem independentes”, afirma Vinicius. Segundo os últimos dados do IBGE, o Brasil tem 6 milhões de deficientes visuais.

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