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As cartas estão na mesa

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
4 min de leitura

O jogo político começou. As cartas estão postadas e agora cabe ao eleitor escolher qual será a melhor jogada. Novidades? Algumas patrocinadas pelos candidatos a vice prefeito. Aliás, nunca se viu tanta dificuldade na escolha de alguns. Informações de bastidores dadas por fontes que estavam na reunião da cúpula peemedebista/petebista é de após a decisão de que a coligação seria com o PT, a pergunta feita pelo deputado estadual Artagão Junior foi a seguinte: "Quem quer ser candidato a vice", após ter comunicado de que a coligação seria com os petistas. Como não houve nenhuma manifestação, a escolha recaiu sobre o ex-chefe regional da Sanepar, Evando Dalmolin que recebeu a comunicação por telefone.


No Grupo Carlista a escolha pela diretora de teatro, Rita Felchak provocou "torcidas de nariz" entre vereadores da bancada e dentro do próprio grupo que agora tenta se convencer de que foi a melhor escolha. O que se sabe é que a escolha foi dificil tanto no nome do candidato majoritário, Fábio Ribas, quanto na vice. O motivo é único e simples: não existiam nomes já que nunca se permitiu a criação de novas lideranças. Uma prática antiga na política guarapuavana. A opção por Fábio Ribas é fácil de entender: é o homem da estreita confiança de Carli – assim como já aconteceu com Cesar Franco, mas com uma grande diferença: Cesinha era “tutti buona" gente e o cenário político era outro.



Outra candidatura que surge e já nasce sozinha vem do PSC, partido do deputado federal Ratinho Junior e que tem como candidato a prefeito o comunicador Jauri Gomes. Após várias conversas com os demais partidos constituídos em Guarapuava, assim como aconteceu com todos, Jauri acabou ficando sozinho no páreo. Há quem diga que Jauri Gomes estará a serviço de algum candidato com maior peso, como já aconteceu numa das últimas eleições quando o radialista Marcos Santos serviu como "laranja" (pseudo candidato) para beneficiar Fernando Ribas Carli que concorria à reeleição. Jauri Gomes, porém, diz que optou pela "chapa pura" para manter o discurso inicial de que seria a tão propalada terceira via. Só o tempo dirá.


Nas hostes do PPS, o partido mais assediado nesta campanha política, a procura por coligação partiu da maioria dos partidos de Guarapuava, tanto é que o candidato Cesar Filho tem o apoio da maior coligação no atual pleito – são 13 – e, consequentemente, o maior tempo no rádio e na tevê durante os horários gratuitos disponibilizados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O nome de Eva Schran (PHS) na chapa majoritária junto com Cesar Filho não foi fácil pela quantidade de outros postulantes colocados pelos partidos, mas também não foi difícil pela trajetória política da vereadora, pela sua liderança junto às mulheres, principalmente, as que vivem na periferia e no interior do município.

As cartas, portanto, já estão na mesa e logo, logo, a partida começa. Os marqueteiros mostrarão a cara da campanha e tudo, ôpa! quase tudo o que está nos bastidores surge à tona. Nas mãos do eleitor estará a chance de fazer a jogada certa.

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