
O que vemos hoje é uma grande conquista. É a sensibilidade de um shopping que preza pela inclusão dos clientes. Nós mães estamos exaustas com a falta de espaços adequados para nossos filhos. Estamos cansadas do preconceito, da falta de informações. E esse gesto de hoje representa uma abertura, um olhar diferenciado de inclusão.
Segundo a mãe, um dos grandes desafios que pais e familiares de crianças com Transtorno de Espectro do Autismo (TEA), é o chamado 'preconceito reverso'. Afinal, o autista não traz sinais na aparência. Isso dá a impressão de não serem portadoras de nenhum tipo de necessidade especial. O que gera desconfiança nas pessoas que a cercam. "Muitas vezes são julgados como mimados, mal educados, entre outros adjetivos".
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Para o gerente geral do Shopping, Daiçon Maciel, a repercussão surpreendeu. "Um momento que para nós pareceria algo tão simples, foi recebido com uma emoção muito forte por parte da Associação, por parte de uma mãe". No entanto, segundo Daiçon, as ações afirmativas não param por ai.Sabemos que muitos autistas preferem não sair de casa, por não conseguir se sentir bem em ambientes com muito movimento e barulho. E os pais acabam se privando do convívio social por esse motivo. Então, criando um espaço de inclusão possibilita que os pais se sintam mais confortáveis para sair com os filhos.
Conforme especialistas, o autismo é uma síndrome que afeta a capacidade de comunicação, interação e comportamento. Todavia, o transtorno pode se manifestar em diferentes intensidades. Mas, de um modo geral, os autistas não reagem bem em algumas situações, como ambientes muito barulhentos ou estressantes. A reação a esses cenários varia de pessoa para pessoa. Entretanto, a insegurança, medo e desconforto sentidos são sempre prejudiciais tanto para o autista quanto para aqueles que com ele convivem.Estamos preparando um cinema para esse público. Isso porque estamos aprendendo com eles qual é a melhor forma de atuar. Nossa equipe está envolvida. O marketing, a segurança que tem o contato direto com o cliente. Está sendo gratificante.
OUTROS
Em Guarapuava, a causa está na pauta desde 2019. Nesse ano foi sancionada a lei nº 2947/2019, de autoria da Associação Guarapuavana Mundo Azul. Essa lei determina aos órgãos públicos e estabelecimentos privados a não deixarem pessoas com TEA em filas. Assim sendo, esses locais devem ter o símbolo nas placas preferências para que portadores da carteira municipal de identificação de autistas tenham atendimento prioritário. Assim como idosos, gestantes e deficientes. Outra lei, agora federal, permite a entrada de cães-guias em qualquer ambiente. Esses animais são treinados para ajudar autistas a desempenhar funções consideradas um desafio. Como, por exemplo, interagir com outras pessoas em ambientes públicos. Além disso, a relação 'humano-animal' costuma ser marcada por confiança e sentimento de segurança entre ambos. A companhia do animal também pode, em muitos casos, contribuir com a diminuição da ansiedade dos autistas. Leia outras notícias no Portal RSN.