
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou uma nova variante do coronavírus. Chamada de ômicron, a variante identificada na África do Sul tem classificação pela OMS como preocupante. Diversos países, principalmente os europeus, temem o avanço nos casos entre a população.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do Brasil informou que nesse sábado (27), um passageiro que passou pela África do Sul e desembarcou no aeroporto de Guarulhos (SP) testou positivo para o coronavírus. Conforme a Anvisa, as autoridades de saúde brasileiras ficarão responsáveis pelo “mapeamento genômico para identificação da variante” para saber se ele estava contaminado com a variante ômicron ou não. Essa nova variante deixou em alerta as autoridades do mundo inteiro por possuir mais de 30 mutações e apresentar alterações associadas a uma maior capacidade de contágio e de contornar as defesas humanas. É o primeiro caso investigado nesse sentido no Brasil. Conforme especialistas, ele mostra que o ritmo de transmissão da variante é superior ao de outras. Inclusive as já famosas, como a delta, mas, ao mesmo tempo, os dados se referem exclusivamente à África do Sul, onde é baixo o percentual de pessoas vacinadas.Por isso, não é possível extrapolar a análise e dizer que o mesmo vai se repetir em países com outras taxas de vacinação e de pessoas que já tiveram a Covid-19.
O QUE SE SABE
De acordo com a OMS ela tem 50 mutações, sendo mais de 30 na proteína "spike" a "chave" que o vírus usa para entrar nas células e que é o alvo da maioria das vacinas contra a covid-19. O primeiro caso confirmado da variante corresponde a uma amostra coletada em 9 de novembro de 2021. Reportada posteriormente à OMS em 24 de novembro pela África do Sul.
Conforme as informações que se tem até o momento, as evidências sugerem que ômicron pode facilitar a reinfecção. Além disso, todos os continentes registraram casos da variante, alguns apresentando um grande número de mutações, algumas preocupantes. Porém não há registro de morte ligada à nova cepa. Por fim, medidas não farmacológicas como o uso de máscara, distanciamento, ambientes ventilados se mostraram efetivas na prevenção ao vírus.
O QUE AINDA NÃO SE SABE
No entanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda não sabe se a variante apresenta maior transmissibilidade, nem se causa sintomas mais graves e mortes. Outra pergunta que ainda não se tem respostas diz é se a nova variante apresenta resistência à vacinação.
PARANÁ
