Câmara entra em recesso após limpar a pauta. Carli atinge mais um objetivo

Guarapuava – A Câmara de Vereadores entrou em recesso após quatro sessões seguidas na tarde desta terça-feira.O retorno das sessões acontecerá no dia 22 de fevereiro de 2010.
A votação principal foi a nulidade dos projetos de decretos legislativos, aprovados no decorrer do ano, rejeitando as contas de 2006 e 2007 do prefeito Fernando Ribas Carli. A maioria dos vereadores voltou atrás e atendeu pedido feito por Carli.
A votação foi precedida por caloroso debate. O vereador Nélio Gomes da Costa (PSDB) tentou de todas derrubar a votação na tarde de ontem e encaminhar a matéria para a Comissão de Justiça e Redação para análise, mas foi voto vencido.
A vereadora Eva Schran (PHS) também reagiu e indignada questionou o presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, João Napoleão (PSDB) sobre a mudança de postura nos pareceres dados pela comissão que preside. “Nós (oposição) confiamos no seu primeiro parecer pela rejeição das contas do prefeito quando dizia que a orientação dada pelo Ministério Pública deveria ser levada em conta porque o MP era o defensor dos interesses da população. E agora o seu parecer mudou. Queria entender essa nova postura”, cobrou a vereadora.
João Napoleão disse que a Câmara é passível de erro e que agora estava corrigindo uma injustiça.
O petista Antenor Gomes de Lima também não ficou calado e lembrou que na história do Legislativo de Guarapuava esta foi a primeira vez que vereadores voltam atrás e anulam uma decisão anteriormente tomada.
O líder do prefeito, Elcio Melhem fez a sua profissão como advogado falar mais alto e saiu em defesa do prefeito. Lembrou que um parecer de um promotor está aquém da decisão de um colegiado de juízes, cuja orientação dada apontava para a aprovação das contas “carlistas”, embora com ressalvas.
Disse também que os vereadores que mudaram de postura no caso “calçaram as sandálias da humildade”.
Após cerca de quatro horas de sessões, entre a ordinária e três extraordinárias, o prefeito, mais uma vez, deu uma amostra de poder, o que não vinha acontecendo quando o G-8, bloco de oposição, “dava as cartas”.

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