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(Foto: Divulgação)

CNJ começa auditoria no TRF4 e na Vara da Lava Jato em Curitiba

CNJ determinou auditoria também no gabinete do desembargador Marcelo Malucelli, pai de João Malucelli, sócio do senador Sergio Moro

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

(Foto: Divulgação)

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(Foto: Divulgação)Justiça suspende concurso em Guarapuava, Prudentópolis e Goioxim (Foto: Divulgação)
Justiça Federal em Curitiba (Foto: Divulgação)[/caption] Começou nesta quinta (31) a auditoria extraordinária na 13ª Vara Federal de Curitiba. De acordo com portaria assinada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, os trabalhos devem ser concluídos na sexta (2). É nessa Vara que tramitam os processos da Lava Jato. Mas a inspeção atinge também os gabinetes integrantes da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Uma equipe de três juízes auxiliares e outros três servidores da Corregedoria Nacional participam da correição, sob segredo de Justiça. Conforme a portaria publicada nesta quarta (31), entre os gabinetes auditados está o do desembargador Marcelo Malucelli, pai de advogado João Malucelli. João é sócio do senador Sergio Moro (União) e da deputada federal Rosângela Moro (União-SP) em um escritório de advocacia. Marcelo encontra-se afastado dos processos da Lava Jato em segunda instância por suspeição. De acordo com o texto, a medida tem como causa várias reclamações recentes feitas junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Entretanto, mesmo com a correição, os prazos processuais e os trabalhos da Vara seguem o rito normal.

APPIO SERÁ OUVIDO

O juiz federal Eduardo Appio, afastado das funções na 13ª Vara Federal de Curitiba, vai ser ouvido nesta quarta (31) conforme a pauta. Ele também depõe ao Conselho Nacional de Justiça. O afastamento do juiz se deve a indícios de que ele teria ligado ameaçando o advogado João Eduardo Barreto Malucelli, filho do desembargador federal do TRF4, Marcelo Malucelli. É que o TRF4 entende que “existe muita semelhança entre a voz do interlocutor da ligação telefônica suspeita e a do juiz federal Eduardo Fernando Appio”. A defesa de Appio nega que o juiz tenha passado 'trote' para o filho do desembargador. Diz também que “mesmo que tivesse feito, não é motivo para afastar um juiz federal”. Appio está sendo substituído provisoriamente pela juíza Gabriela Hardt nos processos da Lava Jato. No entanto ela pediu transferência de Curitiba para Santa Catarina. O pedido está para avaliação do Conselho de Administração do Regional Federal da 4ª Região. Leia outras notícias no Portal RSN.