22/08/2023
Em Alta Guarapuava Política

Conselho de Ética rejeita afastamento de Kenny Rogers e mantém vereador no cargo

Colegiado entende que não há previsão legal para suspensão, já que parlamentar responde em liberdade. Processo por quebra de decoro segue com prazo de até 60 dias

Vereador Kenny do Cartório (Foto: DirCom/Câmara de Guarapuava)

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Guarapuava indeferiu o pedido de afastamento liminar do vereador Kenny Rogers (MDB). A decisão ocorreu nesta segunda (16), durante a instalação formal do colegiado.

O pedido partiu do Ministério Público Eleitoral. No entanto, os vereadores entenderam que não há previsão legal para o afastamento neste momento. O Conselho argumenta que a legislação citada prevê afastamento apenas em caso de parlamentar preso. Como Kenny responde em liberdade e segue participando das sessões, os membros rejeitaram a medida.

A decisão ocorreu logo após a definição da composição do Conselho, que será responsável por conduzir o processo. O colegiado é formado por Gilson da Ambulância (presidente), Ike Silvestre (relator) e Vardinho (membro).

DEFESA SERÁ APRESENTADA

Apesar de negar o afastamento imediato, o Conselho determinou o prosseguimento do processo. Kenny Rogers será citado oficialmente e terá prazo para apresentar defesa por escrito.

Após essa etapa, o caso entra na fase de instrução, com análise de provas e possíveis diligências. Só depois disso o colegiado deve emitir parecer sobre eventual quebra de decoro parlamentar.

PRESSÃO POR CASSAÇÃO

O caso ganhou repercussão após a condenação do vereador, em janeiro, a 7 anos, 5 meses e 24 dias de prisão por homicídio culposo no trânsito. A sentença refere-se ao atropelamento que matou o idoso José Maceno de Almeida, em dezembro de 2024. Mesmo condenado, Kenny recorre em liberdade.

A decisão judicial intensificou a pressão política e popular por medidas na Câmara. Há pedidos formais de cassação, além de manifestações do Ministério Público Eleitoral solicitando suspensão do mandato e dos subsídios.

Na sessão desta segunda (16), o vereador Leandro Dobrychtop cobrou publicamente o avanço do processo e defendeu que o caso seja levado ao plenário.

PRÓXIMOS PASSOS

Com a decisão, Kenny permanece no cargo enquanto o processo tramita no Conselho de Ética. O colegiado tem prazo regimental de até 30 dias, prorrogáveis por mais 30, para concluir a análise e decidir se encaminha ou não o pedido de cassação ao plenário.

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Thiago de Oliveira

Jornalista

Jornalista formado pela Universidade Estadual do Centro-Oeste. 📧 thiagodeoliveirajor@gmail.com

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