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Curi lidera pesquisa ao Senado em cenário marcado por indefinição jurídica sobre Deltan

Levantamento mostra disputa apertada pelas duas vagas, com diferenças dentro da margem de erro entre os principais candidatos ao Senado Federal

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
4 min de leitura
(Foto: Alep)

A dois dias das eleições, Alexandre Curi (Republicanos) aparece com o maior percentual nominal na disputa pelas duas vagas do Paraná no Senado. A projeção resulta de pesquisa Radar Inteligência contratada pela ADI-PR. Considerados apenas os votos nominais nas duas escolhas do eleitor, Curi soma 22,5%, seguido por Filipe Barros, com 20,6%, Deltan Dallagnol, com 18,5%, e Gleisi Hoffmann, com 17,1%.

O levantamento ouviu 1.100 eleitores entre 26 de setembro e 1º de outubro, em 49 municípios. A margem de erro é de 2,95 pontos percentuais, para mais ou para menos. Portanto, recomenda cautela na leitura das diferenças entre os candidatos mais bem posicionados.

Na pesquisa Radar, Curi também aparece numericamente à frente quando o eleitor é questionado especificamente sobre o primeiro voto para senador: registra 19,5%, contra 17,7% de Gleisi, 16,5% de Deltan e 10,9% de Filipe Barros.

Outros levantamentos divulgados nesta reta final também registraram Curi com o maior percentual nominal em seus respectivos cenários, embora metodologias e margens de erro impeçam uma comparação direta ou uma conclusão estatística uniforme entre as pesquisas.

A reta final da disputa ocorre também sob incerteza jurídica em torno da candidatura de Deltan Dallagnol. O TRE-PR deferiu o registro dele, mas decisões posteriores no TSE impuseram restrições à campanha enquanto a controvérsia segue em análise.

Nesta semana, a Justiça Eleitoral permitiu que aliados voltassem a pedir votos ao candidato, embora permaneçam questões judiciais pendentes sobre sua situação eleitoral.

O histórico jurídico de Dallagnol aumenta a atenção sobre o caso. Em 2023, o TSE cassou por unanimidade o registro de candidatura a deputado federal, decisão que levou à perda do mandato. A defesa sustenta que aquela decisão não produziu automaticamente uma inelegibilidade de oito anos e, por isso, considera válida a candidatura ao Senado em 2026.

A Radar foi registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-09128/2026 e PR-09994/2026.

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Cristina Esteche

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Jornalista