A arte de esculpir o corpo é o que traz prazer à Denise Sampietro de 41 anos e também diversas conquistas. Ganhadora de cinco competições, ela se prepara agora para representar Guarapuava no Campeonato Paranaense de Fisiculturismo 2021. A disputa está marcada para 5 de dezembro, em Maringá.
Estou dando meu melhor. Então, claro que o objetivo é ser top 1. Mas estou preparada para qualquer resultado. Sei que todos os competidores também vão com o mesmo ideal. No entanto, o importante é estar lá e saber que dei meu máximo e que outras mulheres podem se espelhar. E buscar ter uma vida mais ativa e saudável.
Em 2017, Denise descobriu o fisiculturismo e o esporte mudou a vida dela. Denise equilibra a paixão esportiva com a carreira de professora de língua portuguesa no Colégio Estadual Padre Chagas. Além dos cuidados com a casa e o filho. Agora, a agenda de dezembro coloca um novo objetivo nessa jornada de superação. Além dela, outros oito atletas de Guarapuava também participarão do Campeonato.
Me preparei por 16 semanas com dedicação total especificamente para este campeonato. Dia de semana acordo 5h15 para conseguir fazer os cardios, depois tenho um dia inteiro de aulas. E retorno para os treinos às 18h e faço mais um treino de cardio, entre 40 a 60 minutos. As últimas semanas são bem desgastantes fisicamente e psicologicamente. A dieta fica bastante restrita.
Desse modo, a rotina intensa exige determinação e muita disciplina para conciliar os compromissos. Além disso, a pandemia interrompeu as competições e restringiu os treinos. Com isto, ela enfrentou novos desafios. Mas mesmo com os impactos da pandemia, ela não deixou morrer a garra para seguir o sonho.
Durante a pandemia, não parei os treinos, mas caiu a qualidade treinando em casa. Sem aparelhos ficou difícil um treino completo. Mas nunca deixei de fazer! O que realmente foi mais difícil, foi a dieta. ‘Batia’ a ansiedade e como todo mundo, descontava nas comidas. O peso acabou subindo um pouco, mas quando as academias reabriram, mesmo com restrição, foi mais fácil voltar à rotina. No entanto, o desafio maior é conciliar todas as atividades, já que não vivo do esporte, que inclusive é bastante caro. E também não tenho patrocínios.
Por isso, para continuar avançando, ela recentemente mudou de federação. “Decidi mudar, porque a PR-FF está crescendo e tem mostrado bons atletas. O evento é bastante competitivo e representar a cidade, é uma honra, já que o esporte ainda não caiu nas graças do povo. E são poucas mulheres daqui que se arriscam em sair da cidade para competir”.
No entanto, só de exercer a grande paixão, Denise se sente realizada. Para ela, o esporte é uma arte. E o corpo, um instrumento. E enquanto puder trilhar a jornada no fisiculturismo, ela não vai parar.
Não pretendo deixar de lado tão cedo. Pra mim, [fisiculturismo] é a arte de esculpir o corpo, trabalhando principalmente a mente. Pois somos capazes, dentro do esporte, de controlar pequenos impulsos. E deixar de lado os prazeres momentâneos, objetivando algo a longo prazo. Conseguimos também fazer isso em qualquer área de nossas vidas.
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