Dentro de aldeias, escolas indígenas recebem internet

Entre o início do processo de instalação da internet e a chegada do sinal na aldeia são cerca de 60 dias. A dificuldade era a falta de energia elétrica

Desse modo, entre o início do processo de instalação da internet e a chegada do sinal na aldeia são cerca de 60 dias (Foto: Reprodução/Aen)

Cinco comunidades indígenas do Paraná que ainda não tinham acesso à internet nas salas de aula dentro das aldeias começaram a receber o sinal de internet em setembro.

A chegada do sinal é fruto da ação da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte. Que aguardava apenas ajustes na energia elétrica para levar a internet até estas salas. Assim, a novidade agora permite que as aulas remotas também aconteçam nestas salas de aula.

Dessa maneira, a dificuldade até hoje era a falta de energia elétrica disponível dentro das comunidades, como explica Paulo Cesar Waltrick, do setor de Tecnologia da Informação da Secretaria de Educação.

Cinco escolas não tinham energia. Desse modo, para a instalação de placas solares desenvolvemos um projeto. A partir do momento que eles tiveram energia abrimos o processo para viabilizar a chegada do sinal de rede.

A Escola Mbyja Porã, em Guaíra, no Noroeste do Estado, é a primeira das cinco escolas beneficiadas pela novidade. Por lá, a demanda envolvia o ensino da língua Guarani dentro da sala de aula que está localizada na aldeia. “O cacique entrou em contato e pediu a instalação. Eles tinham luz, mas sem conexão com a internet para que os professores de Guarani pudessem lecionar dentro da própria comunidade”.

O cacique Alaudio Ortiz Velásques, responsável pela comunidade Tekoha Jevy, diz que são cerca de 120 famílias diretamente impactadas pela ação. “Portanto, o acesso à internet é uma grande facilidade para os professores e também para os alunos. Vai ajudar bastante a gente na língua Guarani e no Português, principalmente neste momento em que as aulas presenciais estão suspensas. Assim, fiquei muito grato por conseguirmos o acesso nas salas, é um grande avanço para nossa comunidade. Através da tecnologia nós podemos aprofundar o ensino e os alunos podem fazer as atividades sem problemas”.

CHEGADA DA INTERNET

Entre o início do processo de instalação da internet e a chegada do sinal na aldeia são cerca de 60 dias. Além da Escola Mbyja Porã, que já recebeu o sinal, existem mais três em processo avançado de instalação, com previsão para receber o sinal dentro 60 dias.

Sendo assim, as três escolas indígenas Emilia Jera Poty, em Morretes; Pindoty, na Ilha da Cotinga; e outra e Kuaray Guatá Porã, em Guaraqueçaba, já possuem energia elétrica e aguardam para receber o sinal de internet. Já a Escola Estadual Indígena Guavirá Poty, em Pontal do Paraná, ainda está em processo inicial para instalação.

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