Ao vivo
Guarapuava - PR · 21°C Predominantemente nublado
Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal
Cadeia foi fundada em 1983 (Foto: Portal RSN/Larissa Ortiz)
SEGURANÇA PÚBLICA

Depen remove 120 presos do cadeião de Guarapuava para PIG

Ação envolve outros 20 presos transferidos para PEG-UP. Remoção causou mau estar entre Depen e membros do Sindicato de Policiais Penais

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
4 min de leitura

Cadeia foi fundada em 1983 (Foto: Portal RSN/Larissa Ortiz)

[caption id="attachment_226096" align="aligncenter"]
Cadeia foi fundada em 1983 (Foto: Portal RSN/Larissa Ortiz)Cadeia foi fundada em 1983 (Foto: Portal RSN/Larissa Ortiz)
Porta de entrada do cadeião de Guarapuava (Foto: Portal RSN/Larissa Ortiz)[/caption] Teve início na semana passada, a transferência de 120 presos recolhidos na Cadeia Pública de Guarapuava para a Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG). Mas a transferência parece ter causado um mau estar entre o Departamento Penitenciário e integrantes do Sindicato dos Policiais Penais (Sindarspen), que discorda da movimentação. De acordo com as informações, a transferência de detentos ainda inclui outros 20 presos, que também estavam no cadeião, e já estão na Penitenciária Estadual de Guarapuava (PEG-UP), onde os apenados cumprem pena em regime de progressão. Desse modo, a alegação do Departamento Penitenciário é de que as transferências são necessárias para impedir fugas na Cadeia Pública de Guarapuava, que possui o maior índice de superlotação do Estado. No entanto, o Sindicato dos Policiais Penais (Sindarspen) emitiu uma nota em que se posiciona contra a ação do Departamento. Em nota, o sindicato afirmou que "a transferência tal qual será feita corre o risco de só aumentar as possibilidades de fugas e rebeliões". Ainda conforme o texto divulgado pelo sindicato, a PIG e a PEG já operam com excesso de ocupação e não possuem "qualquer estrutura para receber novos detentos". Assim, a PIG, tem estrutura para 325 detentos, e já contava com 381 antes das transferências. Um policial penal se manifestou junto ao sindicato afirmando que receber estes presos na penitenciária "vai contra qualquer preceito básico de segurança". [caption id="attachment_218130" align="aligncenter"]
Cadeia (Foto: Ilustrativa/IA)Cadeia (Foto: Ilustrativa/IA)
Galeria antiga do cadeião, sem reforma, sofre com a ação do tempo (Foto: Depen)[/caption]

FALTA DE ALINHAMENTO

Conforme explicou o representante sindical, Jiefferson Zablocki, o "Sindicato já solicitou que o Departamento reveja essas transferências, para evitar que se coloque em risco a vida dos servidores que trabalham na PIG e PEG-UP. Além de ameaçar a segurança pública com o risco de motins, rebeliões e fugas. A entidade reforça que é preciso se buscar soluções que melhorem a segurança de todos e não que a fragilize". No caso da PEG-UP, entretanto, além de provocar uma superlotação, a transferência de presos oriundos da Cadeia Pública ainda ameaça a concepção da unidade, voltada para detentos com bom comportamento e que já estão a menos de cinco anos para o fim das penas. O diretor do Depen da Regional de Guarapuava, Antonio Marcos Camargo de Andrade, afirmou ao Portal RSN que o Departamento trabalha neste momento para ajuste entre as unidades.

Precisamos amenizar a situação prisional e se faz importante adequar. Creio que tanto de estrutura quanto pelo número de servidores poderemos organizar um pouco mais os trabalhos, questões definidas pela direção do Depen. E ainda pela Coordenação de Segurança e Coordenação Regional sendo que todos os presos envolvidos foram, e continuam sendo, avaliados pelos gestores que estarão alojando esses presos em suas unidades.

[caption id="attachment_214602" align="aligncenter"]
pigguarapuava-1
Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) (Foto: Arquivo/RSN)[/caption] No entanto, para o Sindicato, a tentativa não é efetiva.

Ajuste entre unidades para amenizar a situação de um lado e prejudicar outros, que resolve o problema da 14° SDP por um espaço curto de tempo gerando um problema definitivo para as outras unidades. Acredito que deveriam olhar para a PIG e PEG-UP, como modelos de algo que funciona, e tentar manter.

VERSÃO DA CHEFIA DA CADEIA PÚBLICA

No entanto, apesar da discussão, a chefia do cadeião de Guarapuava considera a decisão positiva para a unidade. "Temos a vantagem da superlotação ser diminuída, o lugar fica mais salubre, os presos estarão sendo encaminhados para um local mais adequado com mais possibilidade de remição de pena. Com a possibilidade de trabalhar, receber um dinheiro que ajude a família". Além disso, o gestor da Cadeia Pública de Guarapuava, Wellington Rodrigo de Oliveira, afirmou que considera necessária a remoção dos detentos. "Além de necessária, é imprescindível, porque chega um momento que nem cabe mais colchões. Não cabe! O espaço físico não é mais suficiente para a permanência de tantos presos que estavam na cadeia". Por fim, as diretorias da PEG-UP e da PIG também receberam a oportunidade de se pronunciar. A diretoria da PIG não respondeu o contato. Já a da PEG-UP orientou a reportagem a procurar a assessoria de imprensa do Depen-PR. Leia outra notícias no Portal RSN.
RODAPE CORONAVIRUS SAUDE COLAPSO