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Descaso com a educação no campo gera documento em encontro no Candói

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

Um representante das comunidades Nova União e Nova Esperança, do Assentamento Celso Furtado, em Quedas do Iguaçu, entregou um documento à articulaçãoparanaense pro uma educação no campo denunciando, entre outros tópicos, o fechamento de duas escolas.

De acordo com o documento, a Escola Municipal Cleuza Lopes Bueno em Nova União, foi fechada no início de 2013 e, no meio do ano, a Escola Municipal Vagner Lopes em Nova Esperança. O documento cita que na escola de Nova União, eram produzidos alimentos em uma horta e usados na merenda escolar. O motivo dado para o encerramento das atividades foi falta de recursos. Os resultados segundo as comunidades são de que alunos que sofreram com o fechamento das escolas. Eles foram redirecionados e tem de percorrer quilômetros para chegar às novas instituições, resultando em falta de tempo para uma alimentação adequada.

Outra reclamação é sobre a pessima qualidade da merenda oferecida na escola Roseli Nunes, localizada na comunidade Renascer. O transporte dos estudantes também foi pauta de reclamações. Segundo o documento, os ônibus são velhos e superlotados. O deslocamento e transporte de dois estudantes com deficiência visual da comunidade Nova União também foi denunciado. Alem do transporte ser deficitario e ser realizado com "extrema dificuldade", há a falta de atendimento para a educação especial. As crianças entre 0 e seis anos também estão fora da escola por não haver espaço para a educação infantil.

Outra denúncia feita por um membro do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é de que no noroeste do Paraná, um grupo do Movimento não pode levar as crianças à escola, sob alegação do município, de que eles seriam atendidos em outra região.

Durante o evento que aconteceu em Candoi e que terminou neste sabado uma professora de Congonhinhas disse que a Secretaria de Estado da Educação (SEED), não liberou professores que trabalham no campo para a participação no encontro regional alegando que o evento não tem vínculo com a secretaria. Os educadores que participaram terão os dias contabilizados como falta e deverão repor as aulas.

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