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Disparada

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

Estava pronto para escrever sobre outro assunto quando soube da morte de Jair Rodrigues, e por isso resolvi fazer esse post em sua homenagem. Confesso que nunca fui um grande fã de Jair Rodrigues, mas a sua alegria, espontaneidade e jeito engraçado sempre me faziam ficar alguns minutos a mais em frente a aquele canal de televisão onde ele estava.

Contudo, minha admiração por Jair Rodrigues não tem nada a ver com seu jeito, mas sim pela sua música, em especial por uma delas: “Disparada”.

Para mim, “Disparada” é uma das melhores músicas brasileiras de todos os tempos. A composição de Geraldo Vandré e Théo de Barros é esplendida, ainda mais se analisada no contexto da época (em plena ditadura militar), contudo, a canção não teria toda essa fama e importância que transcende gerações se não fosse a interpretação marcante de Jair Rodrigues, em especial naquele histórico Festival de Música Popular Brasileira em 1966, talvez o momento mais importante da MPB de todos os tempos, quando a disputa entre “Disparada” e “A Banda” dividiram o país na briga pelo título.

Um momento histórico assinado por Jair Rodrigues e Chico Buarque.

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