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Drogas causam 200 mil mortes ao ano, segundo ONU

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

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Viena - O diretor-executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, sigla em inglês), Yuri Fedotov, lembrou nesta segunda feira (14), em reunião em Viana, na Áustria, que quase 200 mil pessoas morrem todos os anos por conta de problemas relacionados com o consumo de drogas.

De acordo com informações da Agência Brasil, Fedotov diz que atualmente são 27 milhões de toxicodependentes (estado de dependência psicológica ou física por conta do consumo repetitivo de uma substância). Destes, 12 milhões fazem uso de drogas injetáveis, como a heroína.

O diplomata, no entanto, fez questão de ressaltar que para tentar amenizar os problemas vai ser preciso maior atenção aos direitos humanos e programas capazes de prevenir e reinserir usuários na sociedade. Para ele, é preciso que os países tenham "abordagens equilibradas em quadros acordados em investigações e orientações do PNUD (Programa das Nações Humanas para o Desenvolvimento)."

Fedotov defendeu ainda penas e medidas alternativas à delitos como posse de droga para consumo pessoal. Sem isso, os usuários podem acabar vulneráveis nas prisões ou recrutados pelo tráfico e outras redes de crime.

A pena de morte, ainda aplicada para cries de narcotráfico em países como a Indonésia, também foi rechaçaa. "A pena de morte não está nem na letra nem no espírito das convenções internacionais".

As falas, em linha com os pedidos de ex-presidente latino americanos - incluindo Fernando Henrique Cardoso - são importantes porque vem antes da sessão especial sobre drogas da Assembleia Geral da ONU, que acontece entre 19 a 21 de abril.

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