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TURISMO

Entre igrejas, folclore e tradição, uma queda d'água pra lavar a alma

O Salto São João é um dos mais belos espetáculos naturais de Prudentópolis

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
4 min de leitura
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Salto São João (Foto: Thiago Aragão/RSN)[/caption] A beleza do interior de Prudentópolis conquista qualquer forasteiro que reserve umas horas para se permitir a ficar em plena comunhão com natureza. Conhecido como a Terra das Cachoeiras Gigantes, a Ucrânia Brasileira ou a Capital Nacional do Feijão Preto, falar sobre as potencialidades do município, que fica a 70 quilômetros de Guarapuava, separado apenas pela Serra da Esperança, é dispensar qualquer outro adjetivo. [caption id="attachment_163994" align="aligncenter"]
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Igreja São Miguel (Foto: Thiago Aragão/RSN)[/caption] Terra cortada por igrejas que se espalham pelo interior numa demonstração da religiosidade do povo ucraniano, cujos descendentes compõem 70% da população local; com a preservação de usos e costumes da longínqua Ucrânia; as cachoeiras que se embrenham no meio da mata, são de “lavar a alma”. Cantos de pássaros, barulho da água caindo, um mar verde aos seus pés, o cheiro do mato, compõem a paisagem que inebria. [caption id="attachment_163992" align="aligncenter"]
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Salto São João (Foto: Thiago Aragão/RSN)[/caption] O Salto São João, uma queda d’água com 84 metros de altura, é um recorte na beleza que o município oferece. [caption id="attachment_164007" align="aligncenter"]
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Igreja de São Demétrio (Foto: Thiago Aragão/RSN)[/caption] Localizado a cerca de 22 quilômetros do Centro da cidade, que é administrada pelo prefeito Adelmo Klosouski, com estrada pavimentada e muito bem sinalizada é, também, caminho para outras cachoeiras. No percurso é possível dar uma parada na localidade rural de Nova Galícia e fazer uma oração na Igreja de São Miguel. Para quem preferir, na Comunidade de Barra Vermelha, a Igreja de São Demétrio, está com as portas abertas para receber os fiéis. [caption id="attachment_163996" align="aligncenter"]
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Estacionamento (Foto: Thiago Aragão/RSN)[/caption] Adiante, o parque de 15 alqueires, com área de estacionamento para 54 veículos e espaço reservado para ônibus, dá as boas vindas ao turista que deseja ir ao Salto São João. [caption id="attachment_164005" align="aligncenter"]
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A entrada do monumento (Foto: Thiago Aragão/RSN)[/caption] Na entrada, um anfiteatro para 414 pessoas, sedia palestras, projeções de vídeos, aulas de educação ambiental. Lanchonete e uma lojinha de artesanato também integram o ambiente. Entrou ali, já começa a aventura pelo parque. [caption id="attachment_164002" align="aligncenter"]
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Juca (Foto: Thiago Aragão/RSN)[/caption] Logo na chegada, está o Juca, com um sorriso aberto e uma cordialidade ímpar. Bem humorado, começa a contar tudo sobre o parque, a casa onde mora, o trabalho que executa. É ele o responsável pela trilha que leva ao mirante. “A trilha é o meu bebê. Fiz essa trilha sozinho. Sei tudo o que existe aqui. Fiz a primeira picada junto com o IAP [Instituto Ambiental do Paraná]”. [caption id="attachment_163990" align="aligncenter"]
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Trilha (Foto: Cristina Esteche/RSN)[/caption] Conversar com o Juca é estar preparado para ouvir as suas histórias, como a de um tatu branco e outro marronzinho. “Pra fazer sacanagens com eles, ponho um toco de vela no buraco. Como eles não gostam de claridade, saem da toca e vem assoprar”. [caption id="attachment_164000" align="aligncenter"]
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Mirante (Foto: Thiago Aragão/RSN)[/caption] A trilha é muito bem conservada, com acessibilidade, podendo o turista, ir de um mirante a outro, num percurso de cerca de 1,5 mil metros até chegar no salto. [caption id="attachment_163991" align="aligncenter"]
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O salto (Foto: Thiago Aragão/RSN)[/caption] A queda está localizada na fenda formada entre duas montanhas na escarpa da Esperança, na região entre os municípios de Guarapuava e Prudentópolis, dentro da Área de Preservação Ambiental da Serra da Esperança. Cercado por diversas árvores nativas da região e uma vista da formação da fenda entre as montanhas na escarpa, seguindo o curso do Rio São João, em direção à BR-277. [caption id="attachment_163988" align="aligncenter"]
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Entre fendas (Foto: Thiago Aragão/RSN)[/caption] De acordo com o gerente do Monumento e de Infraestrutura Turística, José Carlos Schirlo, a unidade de conservação é uma gestão compartilhada entre o IAP e a Prefeitura. [caption id="attachment_163995" align="aligncenter"]
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O acesso é pavimentado (Foto: Thiago Aragão/RSN)[/caption] O local, antigamente, pertencia ao Bamerindus que tinha a intenção de fazer uma usina em Arapoti, na década de 90. A empresa doou a área para o Estado e o ex-governador Beto Richa desapropriou mais dois alqueires, inaugurando o monumento em novembro de 2017.