Estudantes de jornalismo protestam no Calçadão em defesa do diploma

Guarapuava – Estudantes e professores do curso de Jornalismo da Unicentro participam de mobilização em defesa da exigência de formação universitária para o exercício profissional em Jornalismo.
O movimento é hoje, dia 17, às 10 horas, no Calçadão da Rua XV de Novembro, Centro de Guarapuava.
Os organizadores estimam distribuir mais de 1.200 cópias do documento explicativo à população de Guarapuava.
A atividade integra uma série de manifestos que acontecem simultaneamente em todo o Brasil, na mesma data (17 de junho) em que o Supremo Tribunal Federal (STF) vota o recurso que pede o fim da exigência de curso superior para profissionais em Jornalismo. Estará em pauta o julgamento do Recurso Extraordinário RE 511961, que questiona a exigência do diploma como requisito para o exercício da profissão de jornalista. A Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ) convocou ato público para acompanhamento da sessão em Brasília. Paralelamente, manifestações e vigílias acontecem em todo o país.
O ataque à regulamentação profissional e à qualidade do Jornalismo brasileiro começou em 2001, quando o Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo questionou a constitucionalidade da exigência do diploma e a juíza Carla Rister concedeu liminar suspendendo tal requisito para o exercício da profissão. Tal medida foi derrubada por unanimidade pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região em outubro de 2005. Mas os patrões recorreram ao STF.
Na mobilização em Guarapuava, estudantes de Comunicação Social (Jornalismo e Publicidade e Propaganda) e de outros cursos da Unicentro devem usar nariz de palhaço durante a distribuição de panfletos à população, em forma de protesto a uma iniciativa que visa atacar uma categoria profissional que conquistou o direito de atuar como jornalista a partir de formação universitária. “Estudantes, docentes e profissionais do Jornalismo não são palhaços”, reivindica Ádlia Chaves Tavares, presidente do Centro Acadêmico de Comunicação Social (Cacos) da Unicentro. “E vamos explicar esta situação à população”, completa.
A iniciativa conta com o apoio do Departamento de Comunicação Social da Unicentro, que também participa do movimento. “A luta em defesa do Jornalismo interessa a toda a comunidade, pois assegura condições técnicas e um compromisso profissional ético”, afirma Layse Pereira, professora de Jornalismo e chefe do Departamento de Comunicação Social.

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