Em breveAgenda completa da região no Portal RSNShowsFeiras, cultura, esporte e serviços em um só lugarVolte todo diaSaiba o que acontece antes de sair de casaPortal RSNSua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portalEm breveAgenda completa da região no Portal RSNShowsFeiras, cultura, esporte e serviços em um só lugarVolte todo diaSaiba o que acontece antes de sair de casaPortal RSNSua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal
Experiência, cálculo político e respostas que ficaram pelo caminho
Na estreia da rodada da RPC, Curi mostrou segurança nas propostas, mas adotou cautela diante de temas delicados da trajetória política
Cristina EstecheJornalista
3 min de leitura
Candidato ao Senado, deputado estadual Alexandre Curi (Foto: reprodução/ Yotube)
Compartilhar
Alexandre Curi abriu nesta segunda (31) a rodada de sabatinas da RPC com os candidatos ao Senado. E fez uma entrevista muito mais de consolidação do que de confronto. Curi conhece o ambiente político, domina a linguagem institucional e parece saber exatamente o tamanho de cada palavra. O candidato mostrou segurança ao falar de propostas. No entanto, a conversa mudou de tom quando entrou em temas ligados à trajetória na Assembleia.
A mudança da candidatura ao Governo para o Senado foi tratada com habilidade. Curi disse que se preparou durante anos para disputar o Palácio Iguaçu, mas que o projeto não fracassou. Colocou o interesse do Paraná acima da ambição individual e negou ter se sentido traído por Ratinho Junior. Politicamente, é uma resposta bastante eficiente. Isso porque não rompe com o governador, não fecha portas e ainda preserva a possibilidade de disputar o governo em outra eleição.
O trecho mais delicado foi o dos Diários Secretos. Curi afirmou que não sabia das irregularidades quando era primeiro-secretário da Assembleia. É uma resposta objetiva sobre uma posição pessoal, mas não resolve inteiramente a questão política. Afinal, a pergunta mais incômoda não é apenas se ele sabia ou não. É qual era a responsabilidade institucional de alguém que ocupava uma das posições centrais da Assembleia naquele período. Nesse ponto, Curi explicou a versão dele, mas não conseguiu eliminar a dúvida.
MAIOR CAUTELA
Com Ademar Traiano, a cautela ficou ainda mais evidente. Curi respondeu pelo caminho jurídico: falou da legalidade do acordo com o Ministério Público e da homologação pela Justiça. Mas a pergunta havia avançado para o campo moral. E aí ele não entrou. Foi um dos momentos em que a entrevista mostrou a diferença entre responder a uma questão e responder exatamente ao que foi perguntado. Curi preferiu preservar a institucionalidade e não transformar um antigo aliado em alvo.
Nas placas secretas, novamente apareceu o Curi institucional. Explicou que a regra havia sido criada anteriormente, que acabou revogada. Disse também que a informação sobre os deputados que utilizavam as placas estava com a Casa Militar. A explicação é compreensível, mas não encerra a discussão sobre transparência e responsabilidade política. Já quando falou de STF, segurança e rodovias, o candidato pareceu mais confortável. Ele apresentou posições claras, embora algumas propostas ainda tenham ficado no campo das diretrizes gerais.
EXPERIÊNCIA
O saldo da primeira sabatina é interessante justamente por isso. Curi não saiu derrotado e tampouco se colocou em uma situação de risco desnecessário. Mostrou experiência, preparo e capacidade de articulação. Mas também deixou claro onde a campanha encontrará as perguntas mais difíceis.
Quando o assunto é futuro, ele fala como candidato. Quando o assunto é o passado da Assembleia e antigos aliados, fala como presidente de uma instituição. Essa diferença de tom talvez tenha sido a principal revelação política dos 34 minutos.
Leia outras notícias no Portal RSN.
Rodapé- Blog da Cris 2Rodapé- Blog da Cris 2