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Campagnolo diz que decisão não levou em conta as ponderações dos empresários.

Fiep mostra preocupação com processo de reajuste do mínimo regional

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

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O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, manifestou preocupação com a forma como as discussões sobre o reajuste do salário mínimo regional vêm sendo conduzidas pelo governo estadual neste ano. “Em nossa opinião, o diálogo que deveria pautar esse processo foi comprometido e interrompido sem um consenso sobre a decisão final dos índices de reajustes a serem aplicados em 2012”, afirmou. “A proposta enviada aos deputados não considerou as ponderações colocadas pelas entidades empresariais.”



O tema foi debatido nesta sexta, durante reunião do Conselho Temático de Relações do Trabalho da Fiep. Campagnolo relatou que as principais entidades empresariais do Paraná, reunidas com o governador Beto Richa na última segunda-feira (16), entregaram um documento em que apontavam as dificuldades enfrentadas durante o processo de negociação do reajuste na Secretaria do Trabalho. “Mais grave do que um índice de reajuste superior ao que na realidade o setor produtivo pode suportar, porém, é o fato de o governo do Estado, no anteprojeto de Lei enviado à Assembleia Legislativa, já predeterminar o aumento a ser aplicado em 2013 sem consulta aos meios produtivos por meio de decreto”, disse.



Para o presidente da Fiep, a definição prévia de um índice de reajuste elevado para o ano que vem traz risco ao desenvolvimento do Paraná, já que não estão sendo consideradas as mudanças que podem ocorrer no cenário econômico nos próximos 12 meses. Campagnolo declarou, por fim, que a Fiep segue aberta para conversar com o governo do Estado sobre o mínimo regional.

Com assessoria

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