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Filipe Barros e Deltan Dallagnol são eleitos ao Senado pelo Paraná

Resultado confirma duas vitórias da direita no Estado, mas eleição de Deltan ainda depende de julgamento definitivo do plenário do TSE

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
4 min de leitura
Filipe Barros e Deltan Dallagnol

A eleição para o Senado no Paraná terminou com uma fotografia política bastante clara: Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) conquistaram as duas vagas em disputa, consolidando a força do campo da direita no Estado. Com mais de 95% das urnas apuradas, Filipe aparecia com pouco mais de 3 milhões de votos, cerca de 27,4% dos válidos, enquanto Deltan somava mais de 2,7 milhões, aproximadamente 25,3%.

O resultado chama atenção porque ocorreu apesar da fragmentação da direita paranaense ao longo da campanha. Havia várias candidaturas competitivas disputando parcelas semelhantes desse eleitorado, mas, na hora do voto, Barros e Deltan conseguiram concentrar apoio suficiente para ocupar as duas cadeiras que serão deixadas por Flávio Arns e Oriovisto Guimarães.

No caso de Filipe Barros, a vitória consolida uma trajetória política construída a partir de Londrina. Aos 35 anos, formado em Direito, ele foi vereador em 2016 e deputado federal eleito em 2018 e 2022. Agora, dá um salto para o Senado, reforçando a presença do PL na representação paranaense em Brasília.

A situação de Deltan é politicamente mais complexa. Ex-procurador da República e ex-coordenador da Operação Lava Jato, ele já havia sido eleito deputado federal em 2022, mas perdeu o mandato após decisão da Justiça Eleitoral. Mesmo assim, voltou ao centro da disputa em 2026 e terminou a eleição entre os dois mais votados para o Senado.

A candidatura de Deltan, porém, segue cercada de incerteza jurídica. No sábado (3), o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, havia indeferido seu registro. Na manhã deste domingo (4), o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu os efeitos da decisão e determinou o processamento normal dos votos.

Com isso, Deltan aparece como eleito, mas com o registro ainda pendente de julgamento definitivo pelo plenário do TSE. Em outras palavras: o eleitor deu a resposta nas urnas, mas a palavra final sobre a validade jurídica da candidatura ainda caberá ao tribunal.

Politicamente, o resultado mostra que o eleitorado conservador do Paraná conseguiu transformar uma disputa fragmentada em duas vitórias concretas.