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Final de ano da indústria paranaense deve ser discretamente superior ao do ano passado

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

As vendas da indústria paranaense tiveram um aumento de 0,6% nos nove primeiros meses de 2013, em comparação ao mesmo período de 2012. A expectativa do Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) é de que até o final do ano, este crescimento atinja os 1,5%. Onze, dos dezoito setores pesquisados pela Fiep, registraram aumento nas vendas durante o período, embora setembro tenha registrado retração em relação a agosto (-8,1%).

Os principais responsáveis pelos indicadores positivos - do período de janeiro a setembro - foram “Vestuário” (40%), “Couros e Calçados” (25,1%) e “Metalúrgica Básica” (21,9%). De acordo com o coordenador do Departamento Econômico da Fiep, Maurílio Schmitt, a indústria do vestuário teve um crescimento expressivo nos primeiros 9 meses do ano porque algumas indústrias ampliaram suas linhas de produção. “Houve expansão na produção de calças jeans e camisas. Além disso, uma empresa aumentou seu portfolio e passou a produzir roupas para bebês”, explicou o economista.

No comparativo em relação ao mês anterior, as vendas industriais tiveram uma retração de -8,11%. Treze, dos dezoito gêneros pesquisados, registraram queda nas vendas. O setor com o pior desempenho de setembro – em relação a agosto - foi “Vestuário” (-23,3%), pelo fim de vendas da coleção primavera-verão. Dois segmentos de maior participação relativa na indústria paranaense também estão entre as quedas mais expressivas de setembro - “Veículos Automotores” (-11,9%), por retração de mercado e “Alimentos e Bebidas” (-10,2%). Segundo Schmitt, a queda no setor de veículos pode ter sido provocada por uma série de fatores. “Há uma insegurança econômica, com bancos limitando a oferta de linhas de crédito, além de elevação dos juros. O cenário nebuloso impactou negativamente na venda de veículos”, argumentou.

Nível de emprego e insumos - A pesquisa revelou também um pequeno aumento no nível de emprego (0,8%) de janeiro a setembro, no comparativo com o mesmo período de 2012, e redução de horas trabalhadas (-2%). As compras de insumos tiveram um pequeno aumento em relação ao acumulado do ano passado (jan. – set.) de 0,5%, o que revela que a indústria está operando com baixos estoques.

A utilização da capacidade instalada subiu um ponto percentual em setembro, em relação a agosto, chegando aos 80% de aproveitamento, o patamar mais alto em quatro meses. Este nível de utilização de capacidade é três pontos percentuais superiores ao registrado em setembro de 2012. “Isso indica que a atividade industrial pode estar programada para este ano de 2013 para uma performance discretamente acima do verificado no ano passado”, avaliou Schmitt.


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