A administração municipal ajuizou aproximadamente 5.400 ações de executivos fiscais para a cobrança de dívidas tributárias em atraso, principalmente referentes ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). O número de ações é referente a um acúmulo de até cinco anos – período que a Prefeitura tem para dar entrada aos estes processos antes deles prescreverem.
De acordo com o fiscal tributário municipal Ricardo Kaszevski, as chamadas Certidões de Dívida Ativa (CDA) já foram registradas em diversos cartórios da cidade e estão sendo encaminhadas aos poucos ao Fórum e distribuídas às Três Varas Cíveis e da Fazenda Pública, da Comarca de Guarapuava.
“Algumas pessoas já foram notificadas, outras ainda serão nos próximos dias. O que os devedores que ainda não receberam o aviso podem fazer é acertar as dívidas para encerrar a cobrança de juros, mas agora que o processo já foi encaminhado ao judiciário, haverá cobrança de algumas taxas pelo Fórum para dar entrada nas ações”, explica.
De acordo com a juíza da 2ª Vara Cível de Guarapuava, Luciana Torres Dagostim, essas taxas do Fórum são referentes ao trabalho dos procuradores que encaminharão os procedimentos de cobrança.
“Na medida em que o processo passa para o judiciário, outros gastos serão adicionados. O contribuinte terá que efetuar o pagamento do tributo e respectivos juros, além de arcar com os custos dos honorários dos procuradores à frente das ações”, contextualiza.
Ficar em débito com o pagamento do IPTU pode causar empecilhos como o impedimento para emitir documentos e efetuar compras, a perda de bens, como carros e até o leilão do próprio imóvel durante o processo judiciário de cobrança de IPTU.