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Guarapuava tem mais de 300 acidentes com aranha-marrom desde 2018
Guarapuava registrou em quase três anos e meio, 451 acidentes envolvendo aranhas. Desse total, 325 foram por aranha-marrom
Gilson BoschieroJornalista
3 min de leitura
(Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)
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[caption id="attachment_230293" align="aligncenter"](Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)(Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava) Guarapuava registrou em quase três anos e meio, 451 acidentes envolvendo aranhas. Desse total, 325 foram por aranha-marrom (Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)[/caption]
Guarapuava registrou em quase três anos e meio, 451 acidentes envolvendo aranhas no município. Desse total, 325 foram causados por aranha-marrom. Assim de acordo com a Secretaria de Comunicação da Prefeitura, ocorreram ainda 31 acidentes com aranha do tipo armadeira e 95 com outros tipos de aranhas.
O número de acidentes cresceu nos últimos anos. Em 2018 eram 96 registros de picadas em Guarapuava. No ano seguinte foram 150 acidentes. E em 2020, 170 acidentes. Só este ano até agora já houve 35 registros. Por isso, a Divisão de Vigilância Epidemiológica e Ambiental de Guarapuava alerta para os cuidados para evitar acidentes com a aranha-marrom. A espécie é pequena, tem cerca de três centímetros, apresenta a cor marrom e tem pernas finas.
DENTRO DE CASA
Além disso, ela tem preferência por lugares escuros e se escondem durante o dia. Mas o animal apresenta risco o ano inteiro, já que vive dentro das casas e pode trazer sérios problemas à saúde. Algumas mudanças na rotina, ajudam na prevenção de acidentes. De acordo com a chefe da Divisão de Vigilância Ambiental, Suzana Souza, geralmente elas se escondem em roupas, cama, toalhas, sapatos, cortinas ou estofados.
[caption id="attachment_230354" align="aligncenter"](Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)(Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava) (Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)[/caption]
"Então, o ideal é cuidar porque os acidentes acontecem quando menos se espera. Num simples toque, como vestir uma calça ou calçar um sapato sem antes olhar". Ainda conforme Suzana, elas se proliferam mais no verão. Mas os acidentes ocorrem o ano todo.
"Porém, agora no inverno, quando os animais buscam abrigo, as pessoas usam mais agasalhos e acabam descuidando ao vestirem-se e usar os calçados sem verificar. Por isso é importante manter a casa limpa, para evitar a proliferação de insetos que são os principais alimentos da aranha-marrom. Além disso, pedras e entulhos no quintal podem ser abrigo para elas".
SINTOMAS
A picada da aranha-marrom pode ser indolor e os sintomas podem aparecer depois de 12h a 14h. Entre as reações, podem surgir inchaço e vermelhidão na área da picada. Além disso, o aparecimento de uma bolha de conteúdo seroso, com calor, dor, queimação, rigidez da pele e até mesmo necrose e lesões hemorrágicas.
Ainda conforme as informações, a vítima ainda pode sentir fraqueza, febre, dor de cabeça e muscular, mal-estar, visão turva, diarreia e vômito.
[caption id="attachment_230346" align="aligncenter"]caracteristicas aranha (Arte: Secom/Prefeitura de Guarapuava)[/caption]
PREVENÇÃO
Para manter esse animal longe de casa, a população pode tomar alguns cuidados. Entre eles, limpar frequentemente móveis como baús, cômodas e atrás de quadros pendurados na parede. Além disso, olhe com atenção roupas e sapatos antes de vestir. Evitar o acúmulo de lixos e entulhos em casa.
E por fim, evite deixar camas encostadas em paredes e roupas no chão, um dos esconderijos da aranha-marrom.
COMO PROCEDER
Em caso de acidente, procurar a unidade de saúde mais próxima ou o Pronto-atendimento. Se possível, levar o animal junto para facilitar a identificação e o tratamento.
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Possui graduação em Jornalismo, pela Universidade Metodista de Piracicaba (1996). Mestre em Geografia pela Unicentro/PR. Tem experiência de 31 anos na área de Comunicação, com ênfase em telejornalismo e edição. Foi repórter, editor e apresentador de telejornais da TV Cultura, CNT, TV Gazeta/SP, SBT/SP, BandNews, Rede Amazônica, TV Diário, TV Vanguarda e RPC. De 2015 a 2018 foi professor colaborador do Departamento de Comunicação Social da Unicentro - Universidade do Centro-Oeste do Paraná. Em fevereiro de 2019, passou a ser o editor chefe do Portal RSN.