Guarapuava – A possibilidade da implantação do Observatório Social em Guarapuava começa a se tornar realidade.
Hoje pela manhã o Observatório começou a ser implantado na cidade. Nesta sexta-feira deve ser eleita a diretoria e ainda este mês elaborado o estatuto. Inicialmente, espera-se a atuação de d10 agentes voluntários, mas qualquer pessoa pode participar.
A Acig cederá o espaço físico e estrutura. Além disso, os voluntários irão buscar parcerias para a viabilização técnica e financeira. É um passo importante para Guarapuava. Sem dúvida, um ganho para a democracia, afirmou o presidente da Acig, Valdir Grigolo.
A implantação do Observatório foi aclamada pelas mais de 55 entidades que participaram na última terça-feira, no auditório da Acig (Associação Comercial e Empresarial de Guarapuava), da palestra de sensibilização ao projeto, com Sir Carvalho, voluntário do Instituto de Cidadania Fiscal, consultor na área de gestão estratégica e vice-presidente da Associação Comercial de Maringá. Carvalho falou sobre as funções do Observatório Social e resultados em outros municípios.
Grigolo enfatizou a receptividade dos participantes ao projeto explanado na última terça-feira. Tivemos casa cheia, com autoridades de toda região. Por unanimidade decidiu-se pela implantação.
O reitor da Unicentro, Vitor Hugo Zanette, disse que o Observatório, em Guarapuava, será extremamente importante. Enxerguei essa proposta como parceira dos administradores públicos, para orientar as nossas ações, ajudar as entidades públicas a seguir o bom caminho e bons procedimento na utilização dos recursos.
Zanette colocou a universidade à disposição para servir como projeto piloto na cidade. A Unicentro pode servir como objeto de treinamento, de pesquisa e participar efetivamente desse processo.
O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Subseção Guarapuava, Carlos Alberto Milazzo, afirmou que a constituição do Observatório é importante por buscar em diferentes setores da sociedade envolvimento direto nas questões públicas. Esse envolvimento surge para suprir espécie de deficiência que podemos encontrar no país inteiro na área legislativa.
O prefeito de Turvo, Marcos Seguro, aprovou o Observatório e disse estar aberto à implantação. Tem meu total apoio. A população tendo essa participação, esse caráter observatório, leva à administração a aperfeiçoar os processos e acima de tudo a garantir a economia de recursos.
A vereadora Eva Schran disse estar torcendo para que o Observatório seja implantado, tendo em vista o grande número de entidades que se mostraram interessadas. É muito importante, porque haverá desenvolvimento para Guarapuava. É uma prova de que a sociedade está organizada, olhando, vendo como estão sendo geridos os recursos do município.
Observatório Social
A principal frente de atuação do Observatório Social é o controle dos gastos públicos. Com isso acaba reduzindo perdas, desperdícios de verbas públicas na atuação do dia-a-dia. A partir de então começa a existir mais verbas para investir em aspectos sociais, disse o palestrante, Sir Carvalho.
Para implantação do Observatório, é importante, segundo Carvalho, que haja mobilização social. É preciso reunir lideranças de toda a cidade. O passo seguinte é constituir estrutura de trabalho com a soma de voluntários. Depois, passa-se a acompanhar as compras dos órgãos públicos. Para tanto, são estudadas as licitações. Em Maringá, onde o Observatório existe desde 2006, apenas nos seis primeiros meses de atuação, as orientações do Observatório permitiram a economia de mais de R$ 9 milhões aos cofres públicos. Em todas as cidades em que está funcionando, passa de R$ 20 milhões de economia com esse processo.
Segundo ele, para qualquer cidade, o Observatório representa resgate social. As demandas sociais são enormes e o que percebemos é sempre o aumento da carga tributária.
Com assessoria