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Inverno exige cuidado redobrado contra conjuntivite

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

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Da Redação, com Assessoria

Com a chegada do inverno, cresce consideravelmente o número de casos de conjuntivite, que é a inflamação da membrana que reveste a parte branca do olho, podendo causar alterações na córnea e também nas pálpebras. Entre as pessoas, a transmissão de vírus e bactérias que provocam a doença se deve principalmente por conta da convivência em espaços mais fechados durante esse período do ano. Mas há como se prevenir e evitar possíveis epidemias.

De acordo com o diretor clínico do Instituto de Oftalmologia de Curitiba (IOC), Luiz Geraldo Simões de Assis, além de deixar os ambientes mais arejados, manter as mãos sempre limpas, usar lenços descartáveis, evitar coçar os olhos e também compartilhar o uso de maquiagens como rímel e delineadores são alguns cuidados que ajudam a evitar o contágio. “E, naturalmente, muito cuidado no contato com pessoas que já estejam com a doença”, completa o oftalmologista.

Os sintomas da conjuntivite são vermelhidão, causada pela dilatação dos vasos sanguíneos, lacrimejamento e uma sensação de desconforto e ardor nos olhos. “As pessoas geralmente ficam com a impressão de que tem um cisco ou areia no olho”, diz o médico do IOC, que recomenda às pessoas que procurem um especialista o mais rápido que puderem para que o tratamento adequado seja prescrito, caso percebam algum desses sintomas.

Ele alerta também para os riscos da automedicação. “A orientação médica é importante porque o tratamento mais adequado pode variar de paciente para paciente, dependendo do tipo de conjuntivite. Se alérgica, bacteriana ou viral. Há um erro muito comum que é o de recorrer ao uso de colírio antibiótico, que em alguns casos pode até piorar o quadro, causando uma ceratite tóxica, que é um tipo de inflamação da córnea”, conclui Assis.

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