22/08/2023
Guarapuava Segurança

Justiça condena sete pessoas pelo ataque a Guarapuava

Ao todo, as penas dos sete envolvidos somam 344 anos de prisão. Um deles ainda está foragido e outro acabou absolvido pela Justiça

Justiça condena sete pessoas ao ataque em Guarapuava (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A Justiça da 2ª Vara Criminal de Guarapuava condenou sete pessoas pela participação no ataque a Guarapuava na noite do Domingo de Páscoa em 2022. Ao todo, as penas somam 344 anos de prisão e os envolvidos precisarão pagar R$ 300 mil para o Conselho Municipal de Segurança, para reparação dos danos causados pelos crimes.

A juíza Paôla Gonçalves Mancini de Lima determinou a sentença na última sexta (17), mas ainda cabe recurso da decisão. Dos sete novos condenados, cinco tiveram a sentença pelos crimes de latrocínio, incêndio, sequestro, dano ao patrimônio público, porte de armas de fogo de uso restrito, receptação e organização criminosa.

Os condenados são Danilo André Ferreira que recebeu pena de 57 anos, seis meses e 19 dias de reclusão, mais 815 dias-multa. Já Giovani Adriano de Oliveira deve cumprir a pena de 62 anos, seis meses e 24 dias de reclusão, mais 928 dias-multa. A condenação também inclui Guilherme Costa Ambrozio com a sentença de 71 anos de prisão, cinco meses e 28 dias de reclusão, mais 1.621 dias-multa. Jefferson Rocha Dambroski teve a pena de 57 anos, seis meses e 19 dias de reclusão, mais 815 dias-multa. No entanto, em nota, o advogado de defesa de Jefferson disse que considera a pena imposta a ele extremamente injusta.

Ele não participou do assalto e sequer estava na cidade quando ocorreu. Jefferson apenas indicou uma estrada rural da localidade em que mora, ao ser abordado por criminosos que planejavam a fuga. Em razão disso, vamos recorrer e esperamos que o Tribunal de Justiça modifique a sentença.

Além disso, a Justiça determinou a prisão de 83 anos, 8 meses e 17 dias de reclusão, mais 2.463 dias-multa para Robson Stuchi Ferreira. Todos eles deverão cumprir a pena inicialmente em regime fechado. Vale lembrar que Danilo, Giovani, Jefferson e Robson estão presos há pouco mais de um ano. Mas Guilherme ainda permanece foragido.

Há ainda outras duas pessoas condenadas por organização criminosa, sendo Gilmar Cezar de Almeida com a pena de sete anos, 5 meses e 7 dias de reclusão, inicialmente em regime fechado, mais 168 dias-multa. Assim como Juliane Aparecida dos Santos Marcondes que recebeu a pena de quatro anos e seis meses de reclusão, inicialmente em regime semiaberto, mais 15 dias-multa. Só que os dois estão presos há pouco mais de um ano.

ÚLTIMAS CONDENAÇÕES

Na semana passada, houve outra sentença relacionada ao caso. Anderson Parra Pereira, o “Pezão”, recebeu a condenação de 55 anos de prisão em regime fechado. A defesa de Anderson afirmou que ele é inocente. Em nota a defesa disse ainda que recebeu “com respeito” a condenação e que está analisando o material anexado ao processo e em especial a sentença, para apresentar recurso que “entender pertinente”.

Além disso, Sidnei Alves Pinto, que estava preso preventivamente desde junho de 2022, acabou absolvido. Conforme a Justiça, as provas colhidas em depoimentos e na análise do celular dele apontaram que Sidnei não estava na cidade no dia do crime e que não participou do crime. O Ministério Público denunciou Sidnei com base no depoimento de uma testemunha que afirmou ter visto em uma videochamada com integrantes de uma facção criminosa.

Além desses processos, outra ação tramita na Justiça contra mais 13 réus que respondem por participação da tentativa de assalto à transportadora.

RELEMBRE O ATAQUE

No Domingo de Páscoa, 17 de abril de 2022, cerca de 30 criminosos fortemente armados atacaram a sede do 16º Batalhão de Polícia Militar com tiros e atearam fogo em veículos na frente do quartel. Ao mesmo tempo, eles tentaram invadir uma empresa de transporte de valores em outro bairro.

Contudo, os criminosos não conseguiram acessar o cofre. Mesmo assim, pessoas se tornaram feitas reféns e os acessos da cidade ficaram fechados. O ataque foi executado no modelo conhecido como novo cangaço e deixou o Cabo Ricieri Chagas morto. Hoje o 16º Batalhão da Polícia Militar leva o nome do ex-militar.

(*Com informações do G1)

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Vallery Nascimento

Jornalista

Jornalista formada desde 2022 pelo Centro Universitário Internacional - Uninter. Além do amor pela comunicação, ela também é graduada em Letras com habilitação em inglês. Apresenta o Giro RSN de segunda a sexta, às 18h nas redes sociais do Portal RSN.

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