Uma liminar concedida pelo juiz federal Rogerio Cangussu Dantas Cachichi, da 1ª Vara Federal de Jacarezinho, no Norte do Paraná,  bloqueou R$ 1 bilhão de empresas do grupo Triunfo, responsável pela concessionária de rodovias Econorte,  no Norte Pioneiro do Paraná. Além desse bloqueio, a liminar solicitada  pelo Ministério Público Federal (MPF)  determinou a  imediata desinstalação da praça de pedágio em Jacarezinho. Enquanto isso não acontecer, as cancelas ficarão abertas e a  passagem de veículos será livre. Outra decisão judicial é a redução imediata das tarifas em 26,75% em todas as outras praças da empresa e a retomada do cronograma original das obras da concessão.  O juiz também determinou a suspensão dos aditivos contratuais assinados entre a Econorte e o governo do Estado. Essa decisão é temporária. Cabe recursos.

Segundo a decisão, a investigação comprovou que a instalação da praça de pedágio de Jacarezinho, os aumentos da tarifa e a supressão das obras do Contorno Norte de Londrina são consequências de atos administrativos ilegais, “comprados” por intermédio do pagamento de propinas milionários a agentes públicos do Estado.

A praça de Jacarezinho está sendo investigada  desde o ano 2000 e está embasada em indícios de pagamento de propina e de irregularidades em aditivos contratuais. Por isso, o preço das tarifa chegou a ser o mais caro do Estado. As empresas do grupo Triunfo também são suspeitas de corrupção em esquema investigado pelas operações Integração I e II, fases 48 e 55 da Operação Lava Jato.