22/08/2023
Educação Em Alta Guarapuava

Mãe surta e tenta agredir professora em escola municipal

Jeverson Dranks, que é pai de aluno, questiona a segurança de alunos e professores. Patrulha Escolar diz entender que segurança deve ser compartilhada

conrado

A sensação de insegurança voltou a ocupar o centro do debate sobre escolas públicas após um episódio registrado na entrada das aulas desta quinta (12), na Escola Municipal Conrado, no bairro Bonsucesso, em Guarapuava. Uma mãe em surto entrou em uma das salas e tentou agredir a professora com um guarda-chuva, conforme de um pai ao Portal RSN. A direção da escola confirmou o fato.

De acordo com a escola, a situação começou porque a filha da mulher, que frequenta as aulas há três dias, estava chorando. A mãe teria exigido permanecer dentro da sala junto com a criança. A direção afirma que a permanência de responsáveis em sala só é autorizada em situações específicas, como quando o aluno tem neurodivergências ou necessidade formalmente acompanhada pela equipe pedagógica.

Essa versão teve a conformação da secretária municipal de Educação, Rosana Schwarts.

Uma mãe surtou na escola, dizendo que a filho tem epilepsia e queria uma professora para cuidar dela na escola. Mas nesse caso a Lei não prevê atendimento especializado e sim tratamento e acompanhamento médico. Ela queria bater nas professoras, gritou muito e então chamaram a Patrulha Escolar para atender a situação.

A tentativa de agressão, acompanhada de gritos, assustou os demais alunos, muitos ainda em fase de adaptação. Conforme o professor Jeverson Dranks, pai de aluno de cinco anos que estava na classe, professoras retiraram alunos da sala, os levou ao parquinho.

Em  contato com o Portal RSN, ele descreveu pânico entre as crianças e criticou a demora no atendimento por parte da Polícia Militar. “Uma mulher entrou dentro da escola municipal Conrado, dentro da sala de aula do meu filho com um guarda-chuva pra bater na professora, causando pânico nas crianças pequenas. Sala inteira chorando com medo”. Ele também afirmou ter enfrentado dificuldade para contato telefônico e disse que a polícia chegou depois do episódio já controlado. O comando da PM informou às RSN que as ligações caem na Central no 16º PM. “Quando a Patrulha Escolar encontra-se em ocorrência, outra equipe atende a solicitação”.

“CHORO É COMUM EM PERÍODO DE ADAPTAÇÃO”

A direção reforçou que, no período de adaptação, é comum crianças chorarem nos primeiros dias, sobretudo quando estão na primeira experiência escolar. A escola também afirmou que a mãe vinha permanecendo do lado de fora, acompanhando a filha, mas que não compreendeu a rotina de adaptação e reagiu de forma agressiva ao insistir para ficar dentro da sala. Situações semelhantes, conforme relatos, ocorrem com frequência.

De acordo com Jeverson, uma policial chegou e disse que  “não houve agressão consumada”, já que ninguém ficou ferido. Essa afirmação provocou indignação por parte do pai de aluno. Ele defende medidas preventivas antes que episódios virem tragédias.

E o que a polícia faria depois se a mulher tivesse, em surto, matado gente lá?.

Conforme Jeverson, cuja esposa é professora na Escola Conrado, se trata de invasão de espaço público, desacato a funcionário público e ameaça”. Para a PM, só é possível tomar alguma medida, caso a parte afetada entre com representação contra a agressora.

O QUE DIZ A PATRULHA ESCOLAR

De acordo com o Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária (BPEC), esse ‘braço’ da PM, é responsável por ações preventivas no ambiente escolar.

A missão do BPEC é promover segurança em instituições de ensino públicas e privadas, fortalecendo a integração entre polícia, escola, família e comunidade.

A atuação do batalhão é baseada na filosofia de Polícia Comunitária, que entende a segurança como uma responsabilidade compartilhada. Nesse modelo, gestores, professores, alunos, pais e servidores participam da construção de um ambiente mais seguro, com foco em prevenção, diálogo e cooperação. Conforme o Batalhão da Patrulha Escolar, as principais atribuições passam por palestra educativas voltadas à prevenção de delitos; aplicação do PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência). Assim como ações de prevenção de conflitos e fortalecimento da cultura de paz, policiamento ostensivo no entorno das escolas e atendimento de ocorrências emergenciais, quando acionado pelo 190.

Nesse contexto nós repassamos para os gestores de todas escolas, formas de prevenção, dicas de controle de acesso, para promover a segurança no ambiente escolar. Mas isso tem que ser levado a sério e praticado.

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Cristina Esteche

Jornalista

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