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Farmácia do Paraná que garante medicamentos gratuitos aos paranaenses, no centro de Curitiba. 21/08/2019 - Foto: Geraldo Bubniak/AEN
SEM REMÉDIOS

Mais de 50 medicamentos faltam nas unidades de saúde de Guarapuava

O sumiço dos medicamentos das prateleiras se deve a falta de insumos, a guerra no exterior e o surto de covid na China, principal fabricante

Vallery Nascimento Jornalista
3 min de leitura

Farmácia do Paraná que garante medicamentos gratuitos aos paranaenses, no centro de Curitiba. 21/08/2019 - Foto: Geraldo Bubniak/AEN

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Farmácia do Paraná que garante medicamentos gratuitos aos paranaenses, no centro de Curitiba. 21/08/2019 - Foto: Geraldo Bubniak/AENFarmácia do Paraná que garante medicamentos gratuitos aos paranaenses, no centro de Curitiba. 21/08/2019 - Foto: Geraldo Bubniak/AEN
A falta de medicamentos afeta não somente Guarapuava, mas o País (Foto: Geraldo Bubniak/AEN)[/caption] Não é novidade que quando se vai na farmácia, alguns medicamentos não estão disponíveis. E isso não está ocorrendo apenas na rede privada. Nas unidades de saúde de Guarapuava, também faltam medicamentos. De acordo com a nova secretária de Saúde, Chayane Andrade, mais de 50 medicamentos estão em falta. A afirmação foi dada durante uma transmissão ao vivo no Portal RSN. Mesmo sem alguns remédios, a secretária afirmou que as equipes trabalham para encontrar uma solução o quanto antes.

Então estamos em um pós-pandemia, enfrentando uma guerra, temos um desafio. Já tentamos licitação, dispensa de licitação, compra emergencial. E mesmo assim temos essa falta, não temos disponível para aquisição. Há uma preocupação muito grande, por isso estamos com um novo profissional médico na nossa equipe, para conversar e ver uma estruturação. Além de conversar com os prescritores levarem a informação para a população do que temos disponível e porque não temos. Não é uma má vontade, realmente não existe o produto para adquirir. Não é Guarapuava, é o país inteiro.

Além disso, Chayane também informou que muitas vezes o paciente precisa voltar para uma segunda consulta. "Tem casos que a pessoa consulta pela segunda vez para trocar a receita e comprar outro medicamento. Estamos vendo como podemos solucionar essa questão". Se na rede pública o quadro é esse, nas farmácias particulares não é diferente. Para se ter uma ideia, em maio, estavam em falta cerca de 500 medicamentos no Paraná, conforme o Sindicato de Varejistas Farmacêuticos. Três meses depois e a realidade segue a mesma, agora com a lista que só aumenta. Um levantamento com profissionais de saúde do Paraná em agosto, mostra a dificuldade em encontrar remédios. A lista dos medicamentos mais difíceis de encontrar tem azitromicina, amoxicilina e cefalexina que combatem infecções, além de acetilcisteína e ambroxol, remédios que ajudam a aliviar a tosse e eliminam secreções de doenças respiratórias. E ainda, dexclorfeniramina e loratadina, utilizados no combate alergias e até dipirona e ibuprofeno, medicamentos que aliviam dor e febre. Leia outras notícias no Portal RSN.
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