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Momento é de conserto, não novas aquisições

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

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Tais Nichelle

A crise econômica tem assombrado os brasileiros e direta ou indiretamente, afeta a todos nós. Porém, algumas profissões não são prejudicadas pela situação. “Ao contrário do setor automobilístico e da construção civil, alguns setores de serviço não são afetados pela crise e podem até mesmo ser beneficiadas pela crise”, afirma o economista Carlos Alberto Gomes.

De acordo com o economista, o setor de alimentos não sofre grande impacto econômico. “Setores de sobrevivência básicos, como o de alimentos, continua em uma situação razoável, pois são gastos inevitáveis”, explica. Ainda segundo Gomes, a crise resulta em uma mudança de comportamento dos brasileiros e gera um resgate de hábitos. “Antigamente, as pessoas ficavam 10 anos com o mesmo carro e compravam roupas com pouca frequência. Com o aquecimento da economia e o aumento do poder aquisitivo, os carros passaram a ser trocados em média a cada dois anos. Agora, com a perspectiva de crise, as pessoas estão voltando a se conter para evitar dívidas”.

Esse comportamento beneficia alguns profissionais, como as costureiras e os sapateiros. “Para evitar gastos, há uma preferência por serviços de conserto. Ao invés de comprar um novo, as pessoas preferem arrumar o eletrodoméstico que estragou, reformar a roupa velha ou consertar o sapato desgastado”, esclarece.

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