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Documento pedindo providência será protocolado no Ministério Público

Moradores reclamam da falta de transporte escolar

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

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Guarapuava – Quatro semanas após o início das aulas, 22 alunos das comunidades Roseiras e Marrecas de Cima seguem sem freqüentar a escola por falta de transporte. Cansados da falta de ação por parte das autoridades, hoje (5) à tarde, um documento será protocolado no Ministério Público cobrando providências.
“O ônibus ainda não passou este ano e o pessoal do colégio não nos deu qualquer satisfação”, protesta Anastácia de Souza – a neta dela, Maria Cristina de Souza, que cursa a oitava série, não foi à escola nenhuma vez esse ano por falta de transporte. “Outro dia conversamos com o responsável pelo setor de transporte escolar da prefeitura e ele nos disse que algumas vans e motoristas estão em processo de regularização. Só não entendemos porque isso não foi feio antes”, se indigna Anastácia. “O problema é que ficamos para trás, perdemos a explicação da matéria, além de trabalhos e provas”, comenta Maria Cristina, que já perdeu 17 dias de aula.
Situação parecida vive Sebastião Pereira de Souza. Ele possui dois netos em idade escolar, um está na 1ª série e o outro na 4ª série. “Às vezes as crianças acordam às cinco horas da manhã e vão para o ponto ficar esperando o ônibus, que acaba não vindo”, afirma.
“Devido à falta de esclarecimentos, orientamos essas pessoas a cobrarem as autoridades através da via legal”, comenta a vereadora Eva Schran (PHS). “Agora esperaremos o parecer do Ministério Público”, diz ela, destacando que existem informações dando conta de que outras comunidades do interior têm passado por situação parecida.
Foto: Anastácia, Maria Cristina e Sebastião (Nagel Coelho/Rede Sul)

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