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Na reta final, não há nenhuma inovação nos programas

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

Os últimos programas eleitorais na televisão em Guarapuava estão perdendo uma oportunidade de ouro: fisgar o eleitor pelo emocional, ao mesmo tempo mostrando propostas-chaves nesta fase final da campanha.
Quem assistiu o programa desta segunda-feira, defrontou-se com campanhas burocráticas, repetitivas, massivas.
Faço aqui uma pequena exceção para o candidato Antenor Gomes de Lima, que ousou ao trazer uma proposta completa (sobre esportes) no penúltimo programa, e usou de uma mensagem simples para tocar no eleitor.

O que falta para Antenor, sobra em excesso para Cesar Filho. Quem conhece o Cesar, sabe da capacidade de argumentação do candidato e o seu carisma pessoal. Não sei por que razão, mas o programa de tv conseguiu encobrir essa empatia. Ele aparece no programa como coadjuvante, e não como o âncora. Quando se imagina ser a vez dele puxar o assunto, entra o locutor, e o quadro na aparição dá ao candidato aquele tom de "gesso", longe, muito longe, do Cesar que a gente conhece.

A falta de dinheiro para uma grande produção televisão, parece ter sido a ajuda que o Antenor mais precisava. A tônica de simplicidade obrigou o candidato a maior tempo de exposição na tela. Neste penúltimo programa, falando de esportes, o candidato ancorou as falas dos ex-jogadores Alaor e Dirceu Pato. Quando falou de política, chamando voto, apareceram Requião, Gleisi, Paulo Bernardo, mas as cenas iam e voltavam para o candidato.

No programa do Fábio, convenhamos, o candidato literalmente foi pulverizado. Na vinheta "Fábio é 11", o telespectador imagina que vai aparecer o candidato e eis que surge na telona ele, o insubstituível, o próprio: Fernando Ribas Carli, o eterno. De Fabio Ribas, que é o candidato por direito do que candidato de fato, não há muito o que falar. Seu programa ainda é um folhetim mal-resolvido da Administração Carli. O que o Carli ainda não percebeu, é que ele, quando for fazer campanha institucional de seu atual mandato, como prefeito ou virtual candidato nas eleiçôes estaduais, vai herdar o ranço que criou com o pífio desempenho político de Fabio Ribas, seu alter-ego, e vice-versa.

Cada dia, tenho mais convicção que os candidatos não se tocaram que o nível dos eleitores mudou, para cima. Estes últimos programas têm os maiores picos de audiência dos 2 meses de campanha eletrônica no rádio e tevê. O eleitor espera por proposta, por visão global de contexto, e muito, muito posicionamento político. Traduzir em palavras, gestos e imagens, o prefeito que pretendem ser.

Repetecos de programetes no penúltimo programa ou falta de produção ou demagogia com crianças é menosprezar a capacidade de interpretação do eleitor.

Ao ver os programas de hoje, eu esperava mais. Mesmo porque, todos os candidatos dizem, Guarapuava espera mais.

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