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O dinheiro do PT revela as apostas para 2026
ELEIÇÕES

O dinheiro do PT revela as apostas para 2026

Professora Terezinha e Dr. Antenor largam com recursos bem diferentes na disputa eleitoral rumo à Câmara Federal e reeleição na Alep

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

Dr Antenor e Professora Terezinha (Foto/montagem/RSN))

O PT do Paraná fala em ampliar a bancada em 2026, mas a distribuição do fundo eleitoral mostra que a legenda já definiu onde pretende concentrar forças. Na Câmara Federal, os maiores repasses ficaram com Carol Dartora, R$ 2,3 milhões, e com Tadeu Veneri, Elton Welter e Zeca Dirceu, R$ 1,8 milhão cada. Ana Júlia, Luciana Rafagnin e Professora Marlei receberam cerca de R$ 1,09 milhão. Depois aparecem Arilson Chiorato e Renato Freitas, com R$ 841 mil cada. Renato, apesar de ser apontado como um dos nomes com capacidade de puxar votos para a legenda, começa a campanha com uma estrutura bem menor que a dos principais contemplados. Mais abaixo está Professora Terezinha, de Guarapuava, com R$ 273 mil. André Vargas e Uhalid Rabah ficaram com R$ 210 mil, enquanto Adriana Araújo, Carol Silva e Professora Michele aparecem com apenas R$ 43 mil.

EM GUARAPUAVA

Para Guarapuava, o dado merece atenção. Professora Terezinha é um dos nomes da cidade na disputa pela Câmara. Com R$ 273 mil, ela terá de fazer uma campanha muito mais dependente de presença territorial, militância e capacidade própria de mobilização do que os candidatos que receberam milhões. A pergunta é se o PT acredita realmente em uma candidatura competitiva na região ou se a prioridade federal está concentrada em outros territórios. Na Assembleia, a situação também chama atenção. Dr. Antenor e Professor Lemos, ambos candidatos à reeleição, receberam R$ 250 mil cada. Isso ganha peso diante da meta petista de conquistar até sete cadeiras. O próprio partido decidiu deslocar alguns dos principais nomes estaduais para a disputa federal. Entre eles: Arilson Chiorato, Renato Freitas, Ana Júlia e Luciana Rafagnin, deixando Lemos e Antenor como os principais nomes com mandato na corrida pela Alep.

ESTRATÉGIA ELEITORAL

A distribuição, portanto, não é apenas uma questão contábil. Ela revela uma estratégia eleitoral. O PT parece apostar em poucos nomes com musculatura financeira maior para a Câmara. Enquanto isso, candidatos com menor repasse precisarão provar que conseguem transformar presença política e voto regional em resultado. Para Guarapuava, a situação é particularmente interessante: Terezinha terá de enfrentar uma disputa estadualizada com uma estrutura financeira muito inferior à dos principais companheiros de partido.

E EM OUTUBRO?

No fim, existe uma conta que o PT terá de fechar nas urnas. É possível eleger uma bancada grande concentrando dinheiro em poucos candidatos? Talvez. Mas, para chegar a sete cadeiras, o partido precisa de votos espalhados e de candidaturas capazes de sobreviver em diferentes regiões. O fundo eleitoral mostra quem recebeu o combustível. Já, outubro mostrará se a estratégia conseguiu levar o PT mais longe ou se alguns candidatos, especialmente os de menor repasse, ficaram pelo caminho. Leia outras notícias no Portal RSN.
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