Nos últimos dias tenho conversado muito com a população de Foz do Jordão. E a tônica das conversas têm sido sempre a mesma: como mudou o ar na cidade com a saída do ex prefeito Anildo Alves da Silva (PMDB) da Prefeitura.
Anildo é conhecido pelo seu jeito truculento de lidar com as pessoas. Ele não discute projetos, não respeita a Justiça e dita as próprias regras. Assim foram seus dois governos.
Hoje, Anildo estufa o peito e brada aos quatro cantos de Foz do Jordão que investiu R$ 1,4 milhão em uma loja de materiais de construção em Pitanga. Se a Justiça fosse mais rápida e eficiente, com certeza o ex prefeito não anunciaria tão feliz e satisfeito esse novo empreendimento. Cabe investigação no patrimônuio constituído por Anildo nos anos em que esteve frente à administração municipal.
Dois casos recentes que atestam a truculência do ex prefeito chamam a atenção.
Em um, numa disputa por um pedaço de terreno numa área central da cidade, Anildo ameaçou um vizinho com uma marreta. O homem teve que correr, pois o ex prefeito poderia tê-lo atingido.
Em outra situação, o ex prefeito arrancou uma placa que indicava que uma obra sua, que está sendo construída sobre um rio, estava embargada, pois estava cometendo um crime ambiental. Anildo não se fez de rogado, arrancou a placa e a jogou fora.
Assim era o governo de Foz do Jordão. Mudando projetos, gritando com todos os funcionários, fazendo tudo do seu jeito.
E hoje a administração municipal e a população ainda sofrem com esse jeito estranho de Anildo governar.
O bom de tudo isso é que o povo está vendo e sentindo que há chances de o município melhorar. E isso está acontecendo, pois se estabeleceu a democracia, uma nova maneira de administrar. Agora o povo é ouvido, tem espaço, vez e voz em Foz do Jordão.
Enfim, enquanto Anildo administrava e engordava seu patrimônio, o povo sofria com a falta de estrutura em setores essenciais, como a Saúde e a Educação.
Quiça, seja este o fim dos tempos de ditadura em Foz do Jordão. Quiça, seja o fim dos tempos de adminsitradores que se acham acima de tudo e de todos, inclusive da Lei.