22/08/2023
Brasil Mário Luchetta

O Peso do Populismo: A Produtividade sob a Ameaça Eleitoral

A proposta de extinção da escala de trabalho 6x1 é o exemplo mais recente de como o populismo eleitoral tenta se sobrepor à racionalidade técnica

Mario Luchetta (Foto: divulgação)

A produtividade é o pilar mestre da dignidade econômica e a garantia real de sobrevivência de uma nação em um mercado global impiedoso. No Brasil de 2026, assistimos com profunda preocupação ao ressurgimento de pautas que, sob o manto de uma suposta benevolência social, ignoram as leis fundamentais da economia e da competitividade. A proposta de extinção da escala de trabalho seis por um (6×1) é o exemplo mais recente de como o populismo eleitoral tenta se sobrepor à racionalidade técnica, colocando em risco o emprego e a renda de milhões de brasileiros.

O surgimento deste debate em pleno ano eleitoral é um sintoma claro das prioridades invertidas de parte do nosso Congresso Nacional. A representatividade real carece de vozes que compreendam a rotina de quem gera riqueza: a iniciativa privada. O que observamos é um corpo legislativo muitas vezes deficitário em preparo técnico e vivência prática, mais preocupado com a manutenção do poder do que com projetos de Estado duradouros. A discussão sobre a jornada de trabalho, feita de forma isolada e sem a devida análise de impacto, ignora que o custo da mão de obra está diretamente ligado à capacidade de investimento das empresas.

A realidade econômica e cultural do Brasil impõe alertas severos contra essa iniciativa. O Estado brasileiro agigantou-se em sua estrutura burocrática, elevando a carga tributária a níveis insuportáveis que sufocam a dinâmica dos negócios. Enquanto países desenvolvidos discutem flexibilidade baseada em ganhos de eficiência e tecnologia, o Brasil ainda lida com uma insegurança jurídica crônica e uma baixa produtividade média. Alterar a escala 6×1 de forma arbitrária, sem reformas estruturais prévias, resulta inevitavelmente no aumento dos custos de produção, na perda de competitividade internacional e, no limite, no fechamento de postos de trabalho.

PAUTA URGENTE

A pauta urgente do Brasil é outra. A verdadeira defesa da população reside no enxugamento da máquina pública, na diminuição drástica do tamanho do Estado e na redução da carga tributária que penaliza quem produz. O foco deve estar na superação do assistencialismo que escraviza eleitores e na implementação de políticas que estimulem o desenvolvimento com responsabilidade fiscal. Precisamos de coragem moral para enfrentar o “Leviatã” estatal e transformar o Brasil em um ambiente saudável para os negócios, com logística adequada e livre concorrência.

A esperança para a nossa República encontra-se na renovação qualificada do Parlamento. O eleitor possui o dever cívico de analisar as propostas e a trajetória dos candidatos, escolhendo aqueles que possuem preparo técnico e compromisso com os princípios constitucionais. Devemos privilegiar representantes que entendam que a riqueza de uma nação é fruto do trabalho e da liberdade econômica, e não de decretos populistas que prometem facilidades imediatas ao custo de uma crise futura.

GRITA

O momento exige protagonismo da sociedade civil organizada. Movimentos como o GRITA tornam-se essenciais para cobrar que o Congresso Nacional trate de reformas que realmente interessem à produtividade brasileira, como a desburocratização e a abertura de mercado. É imperativo ocupar os espaços de decisão com pessoas que defendam a população de bem, aquela que deseja viver em um país com respeito, transparência e justiça, onde o esforço individual seja recompensado e a propriedade seja protegida.

A transformação do Brasil em uma potência desenvolvida exige o abandono de soluções fáceis para problemas complexos. A manutenção da escala 6×1, dentro do contexto atual, é uma medida de preservação da nossa competitividade. O progresso real em 2026 virá através da educação de qualidade, da revolução industrial tecnológica e de uma gestão pública que pare de atrapalhar quem trabalha. A liberdade agradece o fim das amarras ideológicas e o início de uma era pautada pelo mérito e pela verdade.

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Cristina Esteche

Jornalista

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