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Opinião: Chile foi melhor. Brasil tem que consertar meio campo

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

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Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Por Luiz Carlos Knuppel Jr

Sabíamos que seria difícil, afinal trata-se das oitavas de final de uma das Copas mais imprevisíveis de todos os tempos, contudo, não imaginávamos que seria tão complicado assim. Brasil e Chile fizeram um jogo dramático neste sábado, onde não necessariamente quem jogou melhor venceu.

Dentro de campo a seleção chilena foi melhor, principalmente durante o segundo tempo. Já o Brasil abusou dos erros, muitos em bolas fáceis, pareceu perdido e tímido em alguns momentos e foi dominado no meio do campo pelos chilenos. Para chegar a classificação, a seleção contou com uma grande dose de sorte e a competência de Julio Cesar nos pênaltis.

Por mais que muitos digam que a sorte segue os campeões, fazer dela sua principal arma para chegar a um titulo de Copa do Mundo, é no mínimo muito arriscado e uma irresponsabilidade. Infelizmente essa parece realmente ser a única arma que a seleção tem, já que o quesito técnico e tático têm sido facilmente vencidos pelos adversário.

Todos, e principalmente nossos adversários, sabem das deficiências da nossa seleção, que se não forem sanadas imediatamente, certamente serão a causa que nos levará a mais uma Copa sem título.

O jogo de hoje foi um claro exemplo disso. O Chile conseguiu jogar em cima de nossos contestados laterais e dominou facilmente o meio campo, principalmente na segunda parte da partida.

Este certamente é o maior problema brasileiro. Sem um meio de campo, o time tem dificuldades na saída de jogo e na criação no ataque, fazendo os brasileiros errar passes e saírem no chutão. Desperdiçando tantas bolas, a tendência é que ela fique cada vez mais com o adversário que acaba tomando as rédeas da partida. Contra adversários qualificados e com qualidade de passe como a Colômbia e outros adversários que poderão vir, jogar dessa forma é extremamente perigoso.

Felipão bem que tentou arrumar a casa com a entrada de Fernandinho no time titular. Substituição que não surtiu efeito, já que Fernandinho foi tão mal quanto Paulinho e demonstrou que o problema é muito mais embaixo.

O que funcionou:

É obvio que o modo como aconteceu a partida deixa um cenário muito mais preocupante do que otimista, contudo, há algumas coisas positivas a serem consideradas.

- O primeiro tempo brasileiro foi bom, talvez o melhor até o momento na Copa.

- Hulk foi muito bem, trazendo a responsabilidade para si, criando boas chances e até mesmo ajudando na defesa. É bem verdade que o atacante errou no gol do Chile e também desperdiçou um pênalti, porém taticamente foi um dos destaques.

- A moral de Julio Cesar e de todo o grupo cresceu muito com a classificação nos pênaltis.