Participação feminina na engenharia aumenta 27% na região de Guarapuava

Segundo o Crea-PR, segmento com mais inserção de mulheres na região é a engenharia elétrica

Dados divulgados pelo Crea-PR são referentes aos últimos cinco anos (Foto: Divulgação)

Dados divulgados do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Paraná (Crea-PR) indicaram que, nos últimos cinco anos, o número de mulheres registradas nas atividades de engenharias saltou de 364 para 497 na regional de Guarapuava, representando um aumento de 27% da participação feminina.

A inspetora da Câmara Especializada de Engenharia Civil do Crea-PR, Sandra Cristina Glinski, relata que quando cursou Engenharia Civil, a sua turma era equilibrada entre acadêmicos do sexo feminino e masculino.

“Sou da turma de 2010, e lembro que basicamente a sala era composta por metade homens e metade mulheres. Cada vez mais as mulheres estão buscando o seu lugar ao sol na engenharia e mostrando que este não é um universo somente masculino. Especificamente na Engenharia Civil, o leque de mercado é muito amplo e, vejo que, muitas vezes, as mulheres desempenham certas atividades com mais facilidade, por serem mais observadoras e minuciosas”, aponta.

Segundo o Crea-PR, o aumento de 27% de inserção de mulheres engenheiras na região de Guarapuava ficou, inclusive, acima da média estadual, onde o crescimento foi de 24% – nos últimos cinco anos, o Estado passou de 9.609 para 12.546 profissionais registradas no Conselho.

Segundo o Crea-PR, o segmento que mais teve inserção de mulheres na regional de Guarapuava é o de engenharia elétrica, que aumentou 66% entre 2014 e 2018. A regional compreende, além de Guarapuava, também as cidades de Irati, Laranjeiras do Sul e União da Vitória.

ESTÍMULO

Pensando em estimular, ainda mais, a entrada feminina neste mercado, desde o início de 2017 o Crea-PR conta com o Comitê Mulheres. O grupo também tem como objetivo o aumento da participação feminina nas decisões que envolvem o sistema Confea/Crea e as profissões da Engenharia, Agronomia e Geociências.

Atualmente, o comitê é coordenado pela engenheira agrônoma Márcia Laino, que, neste segundo semestre, tem liderado o trabalho do grupo na produção de uma cartilha contra o assédio em canteiros de obras.

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