Descumprimento de decreto coloca em risco saúde pública em Guarapuava

A reportagem do Portal RSN, flagrou motoristas, pedestres, empresários e comerciantes desrespeitando as exigências do decreto

Pelas ruas de Guarapuava há pessoas e lojas descumprindo decreto municipal (Foto: Cristina Esteche/RSN)

Apesar das insistentes recomendações mundiais de que é preciso estar atento às normas de enfrentamento ao coronavírus, pelas ruas, grande parte da população de Guarapuava coloca em risco a saúde pública. Sem máscaras, vão a lojas, supermercados e outros locais públicos.

Porém, essa falta de comprometimento para conter a propagação de um vírus letal, atinge também parte do comércio. Há muitos comerciantes ou empresários que estão desatentos às normas do decreto municipal que prevê, além da abertura escalonada, exigências para preservar a saúde de colaboradores e clientes. Portanto, há estabelecimentos comerciais que também não são exceção a essa regra.

Conforme denúncias de leitores do Portal RSN e de constatação da própria reportagem, o descaso é denominador comum no cotidiano da cidade.

(Foto: Cristina Esteche/RSN)

EXERCÍCIO DE CIDADANIA

Se há pessoas comprometidas que entendem usar máscara não significa estar doente, mas se trata, sim, de um exercício de cidadania, de responsabilidade, há outras que não tomam nenhum cuidado.

“Eu faço questão de usar a máscara, porque posso estar doente e não saber, como posso pegar o vírus de outra pessoa e sair espalhando por onde vou”, disse aposentada Lucia Guimarães, enquanto apressava o passo pela rua Saldanha Marinho, no Centro da cidade.

Já Carine e Wagner não saem sem tomar as medidas necessárias. “Seja pra ir até uma loja ou no mercado tem que usar a máscara”.

(Foto: Cristina Esteche/RSN)

“Acho que as pessoas tem vergonha, sei lá. Não entendem que os cuidados são para o próprio bem delas e de suas famílias. Olhe aqui, até carrego álcool gel na bolsa. E quem não tem essa opção, água e sabão são o melhor remédio”, diz Jurema Vieira, enquanto caminhava pela rua XV de Novembro.

(Foto: Cristina Esteche/RSN)

FALTA DE CULTURA ATRAPALHA

Entretanto, a falta de cultura e o estigma de que usar máscara é para doentes, ainda prevalecem aos apelos que vem sendo feitos pelo secretário municipal de Saúde, Celso Goes.

“Eu não vou usar isso. Não precisa. E ainda mais, vão pensar que estou contaminado. Se não querem me deixar entrar pra pagar conta, o problema é de quem não quer receber”, disse o aposentado João Francisco Ferreira, ao ser barrado numa das lojas da cidade, porque estava sem máscara.

(Foto: Cristina Esteche/RSN)

Porém, a maior demanda de reclamações feitas ao Portal RSN se refere aos supermercados. “Está tudo muito entupido de gente. Estão deixando entrar a torto e a direito. Já fui em três lugares e não consegui entrar em nenhum”, disse uma professora de dentro do carro. “A prefeitura tem que fiscalizar, tem que multar e até fechar quem desobedece”.

De acordo com a prefeitura, diariamente equipes da Vigilância Sanitária, Procon, Departamento de Fiscalização, estão pelas ruas fiscalizando e orientando as pessoas.

“Olha aí, além de estar cheio as caixas estão sem máscaras. Não tem álcool gel para os clientes e nem limpam os carrinhos”, observou um advogado.

(Foto: Gilson Boschiero/RSN)

“Não estão respeitando o distanciamento entre as pessoas, tá tudo misturado. Tem até gente se abraçando e ainda dão risada”, comenta uma acadêmica enquanto sai de um dos supermercados no Centro da cidade.

“Acho que vamos receber  material para usar a partir de segunda (13)”, respondeu uma caixa ao ser questionada sobre a falta de equipamento pessoal de proteção.

“Tá doido, se a gente pedir ainda acaba ‘ganhando o boné’. O patrão sabe o que precisa fazer e não faz, não somos nós que vamos dizer. Mas a gente está arriscando a nossa saúde”, comenta um caixa de outro supermercado.

Porém, há locais onde algumas medidas estão sendo tomadas. Mas, mesmo assim, ainda permite a entrada de pessoas sem máscaras.

(Foto: Cristina Esteche/RSN)

ACIG ORIENTA OS ASSOCIADOS

A cada novo decreto que é publicado a Associação Comercial e Empresarial de Guarapuava (Acig) tem orientado o quadro associativo a ler o documento.

De acordo com o presidente Cledemar Antonio Mazzochin, a orientação não se restringe apenas ao horário de funcionamento do comércio, mas, sobretudo às medidas de prevenção de caráter obrigatório que devem ser tomadas dentro das empresas.

Cledemar Mazzochin, presidente da ACIG (Foto: Ascom/ACIG)

“É muito importante que os procedimentos sejam tomados, por dois motivos. O primeiro, para que o comércio demonstre responsabilidade e ajude a preservar a saúde dos guarapuavanos. O segundo, para que a prevenção nos ajude a conter a curva de infecção do vírus em Guarapuava, permitindo que possamos continuar com a reabertura gradativa do comércio nas próximas semanas, até atingir a normalidade”.

Assim, em defesa da atividade econômica, Mazzochin reforça a importância do cumprimento das medidas exigidas.

É fundamental que as medidas de prevenção sejam implementadas, e estamos estimulando o comércio a adotá-las.

Para isso, nesta quinta (9), um carro de som circula pela cidade com mensagem de conscientização da Acig sobre a importância do uso de máscaras. Conforme com o prefeito Cesar Silvestri Filho, o decreto que determina a abertura escalonada do comércio em Guarapuava, não é uma decisão irrevogável.

Assim, segundo o prefeito, caso as determinações não sejam cumpridas e se houver necessidade, haverá recuo na flexibilização das atividades econômicas.

Estamos assumindo riscos e se não houver o cumprimento das medidas, a epidemiologia vai orientar a suspensão das atividades, pois esse decreto tem um gatilho.

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