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Petrobras admite impossibilidade de avaliar prejuízos de atos ilícitos

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

A Petrobras admite a impossibilidade de avaliar de forma correta, completa e definitiva os valores de imóveis, plataformas, refinarias, máquinas e benfeitorias em bens locados ou arrendados (ativos imobilizados) que sofreram impacto em razão de desvios de empresas fornecedoras, agentes políticos e funcionários públicos da própria estatal.

A Petrobras divulgou, na madrugada de hoje (28), as demonstrações contábeis do terceiro trimestre de 2014, que mostram um lucro líquido de R$ 3,084 bilhões.

Em nota de esclarecimento divulgada durante a publicação das demonstrações contábeis relativas ao terceiro trimestre do ano passado, a Petrobras informou que - devido a essa “impraticabilidade” - a empresa está buscando “avaliar outras metodologias que venham a atender às exigências dos reguladores de mercado – CVM [Comissão de Valores Mobiliários] e SEC [órgão regulador das bolsas de valores americanas] - com objetivo de divulgar as demonstrações contábeis do terceiro trimestre de 2014”, revisadas pelos auditores independentes.

A empresa admite que considerou a adoção de abordagens alternativas para correção dos valores das demonstrações contábeis. Segundo a nota, a empresa avaliou a possibilidade de uso de um percentual médio de pagamentos indevidos, já citados em depoimentos; e também a avaliação de um valor justo dos ativos cuja constituição se deu por meio de contratos de fornecimento de bens e serviços firmados com as empresas citadas na “Operação Lava Jato”.

No entendimento da Petrobras, no entanto, essas opçõesse mostraram inapropriadas para substituir a "impraticável" determinação do sobrepreço relacionado a esses pagamentos indevidos.

Segundo a empresa, essa divulgação das demonstrações contábeis revisadas pelos auditores independentes do terceiro trimestre de 2014 tem o objetivo de atender a obrigações da companhia de facultar o acesso a informações aos seus públicos de interesse, cumprindo o dever de informar ao mercado e agindo com transparência com relação aos eventos recentes que vieram a público no âmbito da “Operação Lava Jato”.

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