O acordo entre Sergio Moro e o Progressistas (PP), fechado na quinta (15), amplia a base de apoio do governador eleito na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). A aliança marca uma mudança de posição do partido, que integrava a base do governador Ratinho Júnior e apoiava Sandro Alex na disputa pelo Palácio Iguaçu. O movimento evidencia como as alianças políticas podem ser redesenhadas após as eleições.
Mais do que garantir votos, a aproximação permite ao PP preservar espaço nas decisões políticas do Paraná. Com a bancada, o partido ganha condições de influenciar votações, negociar posições estratégicas e participar da construção da governabilidade de Moro.
A articulação também pode ter retomado as conversas sobre a possibilidade de a deputada Maria Victoria assumir a presidência da Alep. Na ocasião, antes do primeiro turno, a perspectiva de comandar o Legislativo já colocava o PP no centro das negociações por espaços de poder no Estado.
Com o acordo firmado, Ricardo Barros, principal liderança do PP no Paraná, passa a ter papel importante na relação com Moro. A aproximação entre os dois pode abrir caminho para novos entendimentos e fortalecer a presença do partido na estrutura política do futuro governo.
A mudança chama atenção porque o PP havia apoiado Sandro Alex, nome ligado ao projeto político de Ratinho Júnior. Agora, com Moro eleito, o partido se reposiciona e passa a integrar a articulação do novo governo. É um movimento que evidencia o pragmatismo das alianças partidárias.
A questão agora é até onde essa composição vai avançar. Com o acordo já firmado, a aproximação entre Ricardo Barros e Moro poderá se consolidar para além da formação de uma maioria na Alep, envolvendo também a disputa por espaços estratégicos. Na política paranaense, a eleição termina nas urnas, mas a negociação pelo poder continua nos bastidores.