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A intenção é pressionar o Governo do Estado para o Plano de Carreira.

Professores da Unicentro participam de paralisação na quarta-feira (26)

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

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A falta da efetivação do Plano de Carreira e a consequente defasagem salarial dos professores que atuam em universidades estaduais compõem o “pano de fundo” da paralisação da categoria agendada para quarta-feira (26) e que atinge também a Unicentro.


De acordo com o professor Denny William da Silva, tesoureiro da Adunicentro, o Plano foi construído junto com a Associação de Reitores e com a Secretaria de Ciência tecnologia e Ensino Superior (SETI) no início de 2011 com a proposta sendo finalizada em junho deste ano. Um acordo no começo de 2011 possibilitaria a inclusão na previsão orçamentária. A proposta foi apresentada ao governador Beto Richa em 16 de julho último e também previa a discussão para dotação orçamentária de 2012. “Estamos chegando ao final do ano e ainda não houve nada”, reclama o professor.

A paralisação de quarta-feira acontecerá como forma de pressionar o Governo do Estado a tomar uma atitude. “Será uma paralisação de advertência para que seja encaminhado um projeto de lei alterando o Plano de Carreira”, diz.
Segundo Denny William da Silva, em reunião com o secretário estadual de Administração Luiz Eduardo Sebastiani, recentemente, a informação recebida foi de que uma proposta será apresentada até novembro próximo. “Aí já é final do ano. Não temos mais tempo para brincar”, afirma.

Uma das maiores preocupações da categoria é que a defasagem salarial dos professores das universidades estaduais em relação às federais que gira em torno de 20% está provocando a evasão. A situação se torna ainda pior com o anúncio de que a Presidente Dilma vai autorizar concurso nas instituições federais em 2012. “Há uma demanda reprimida e esse concurso é para onde nossos professores estão indo se não houver uma correção urgente. Em 2012 haverá uma debandada”, prevê Denny.


Na Unicentro, por exemplo, o Departamento de Biologia já perdeu oito professores nos últimos anos. “Com essa evasão o comprometimento de projetos de ciência e tecnologia ficam ainda mais comprometidos”, observa o professor.


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