Professores de Arte terão caderno de musicalização para trabalhar em sala

O Caderno de Musicalização: Canto e Flauta Doce, de autoria do professor Walmir Marcelino Teixeira, foi lançado nesta quinta-feira (12), no auditório do Núcleo Regional de Educação de Curitiba. O material foi editado pelo Departamento de Educação Básica da Secretaria de Estado da Educação. São 190 mil livros distribuídos para todas as escolas da rede pública de ensino do Paraná.

Além do lançamento do Caderno, foi feita uma aula prática aos mais de 100 professores de arte presentes. Teixeira apresentou o vídeo do diálogo que criou entre os deuses gregos Pan e Orfeu no qual Orfeu se interessa em aprender a tocar flauta e Pan se oferece para ensiná-lo. O diálogo está no Caderno de Musicalização e é resultado da didática pedagógica usada pelo professor em sua experiência em sala de aula.

Por meio do diálogo, ele explica desde a melhor maneira de segurar a flauta até o surgimento das sete notas musicais. “O objetivo, além de oferecer material de apoio aos professores, é despertar o interesse e estimular os alunos a seguir as orientações didáticas contidas na conversa e nos exemplos mostrados”, afirma.

O Caderno de Musicalização propõe a aprendizagem de um instrumento musical, a flauta, e o aprofundamento dos conteúdos de música no ambiente escolar. “As músicas escolhidas foram selecionadas a partir de características estéticas, formais e estruturais com o intuito de auxiliar o ensino e o aprendizado musical de maneira gradativa e recorrente”, explica Teixeira.

Por que a flauta? – segundo Walmir Teixeira a flauta é o instrumento ideal para iniciação musical. É de fácil acesso e manuseio, não é cara e seu aprendizado é lógico e facilita o entendimento do aluno, pois trabalha ritmo e melodia juntos.

Ainda de acordo com Teixeira, o ensino da música resulta em educação dos sentidos e o desenvolvimento de uma escuta atenta. “A intenção é que os alunos percebam a música como expressão humana, social e reveladora da identidade cultural, pessoal e comunitária, além de possibilitar o trabalho que atenda diferentes ritmos de aprendizagem”, afirma.

A lei federal nº 11.769/08 determina que todas as escolas da educação básica brasileira devem implantar o ensino de música para crianças e jovens até 2011. No Paraná, os alunos das escolas públicas estaduais têm acesso às quatro áreas de conhecimento do ensino de arte – música, teatro, dança e artes visuais – em duas aulas semanais.

“A Secretaria aborda todas estas áreas no livro didático, no Projeto Folhas, em cursos de capacitação e na biblioteca do professor”, disse Viviane Paduim da equipe pedagógica do Departamento de Educação Básica da Secretaria da Educação.

De acordo com a professora de Arte, Silviane Stockler de Lima, do Colégio Estadual José Guimarães, a lei não irá alterar nada. “A música já faz parte do currículo, atendendo as diretrizes curriculares da Secretaria”, afirma.

Já o Caderno de Musicalização deve melhorar o tempo das aulas, tornando-as mais produtivas. “Às vezes usamos aulas inteiras para escrever as partituras no quadro e para os alunos copiarem. Agora, cada estudante poderá acompanhar o conteúdo com o Caderno em mãos e assim, assimilar melhor o conteúdo e produzir mais”, disse Silviane.

O material é desenvolvido desde o ano de 2000 em escolas da rede pública e no Festival de Arte da Rede Estudantil/Fera com Ciência e recebeu formato de caderno pedagógico durante a participação do professor Walmir Teixeira no programa de Desenvolvimento Educacional. Além do caderno pedagógico, o material didático é composto por CD interativo e uma série de vídeos para serem utilizados em sala de aula com os recursos da TV multimídia.

O evento, organizado pelo NRE de Curitiba, contou com a participação de professores da disciplina de arte, além de convidados especiais, como o maestro Waltel Branco e músicos e professores que desenvolvem oficinas de sensibilização musical em várias regiões do Paraná.

O site www.artes.seed.pr.gov.br oferece material para os professores utilizarem em sala de aula, além de divulgar eventos de arte e sugerir bibliografias.

Fonte: AEN

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