Ao vivo
Guarapuava - PR · 21°C Predominantemente nublado
Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal
SAÚDE DA MULHER

Projeto de Cristina Silvestri amplia debate sobre endometriose e adenomiose no Paraná

A proposta reforça uma discussão importante: a dor feminina precisa ser investigada, não simplesmente normalizada

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
5 min de leitura
Deputada Cristina Silvestri
Deputada Cristina Silvestri

A dor menstrual intensa, muitas vezes tratada como parte inevitável da vida das mulheres, pode indicar problemas de saúde que precisam de investigação. Para ampliar a conscientização sobre o tema, a deputada estadual Cristina Silvestri (PP) apresentou um projeto de lei que inclui a adenomiose na campanha permanente de enfrentamento à endometriose no Paraná.

O Projeto de Lei nº 734/2026 altera a Lei nº 21.890/2024 e propõe que a iniciativa passe a se chamar Campanha Permanente de Conscientização e Enfrentamento à Endometriose e à Adenomiose. A proposta tem coautoria da deputada Flávia Francischini (PL), responsável pela legislação original.

A adenomiose é uma condição caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio na camada muscular do útero. Pode provocar cólicas intensas, sangramento menstrual excessivo e dor pélvica, com impactos na qualidade de vida, nas atividades profissionais e nas relações sociais.

Um dos principais pontos da proposta é enfrentar a ideia de que dores menstruais incapacitantes devem ser consideradas normais. A naturalização desses sintomas pode atrasar a procura por atendimento e dificultar o diagnóstico de doenças ginecológicas.

“Um dos principais objetivos é combater a ideia de que dores menstruais incapacitantes devem ser consideradas normais. O diagnóstico da endometriose e o tratamento adequado podem reduzir os impactos à saúde, à vida social, aos estudos, ao trabalho e à fertilidade das mulheres".

Além da divulgação de informações sobre sintomas, o projeto incentiva a capacitação permanente de profissionais de saúde, o acolhimento humanizado e a integração dos serviços para garantir continuidade ao atendimento.

A proposta também prevê orientações sobre saúde sexual e reprodutiva, fertilidade e direitos das pacientes. Outro objetivo é estimular pesquisas e a produção de dados epidemiológicos que contribuam para identificar necessidades e desigualdades regionais no acesso ao diagnóstico e ao tratamento.

ATENDIMENTO E INFORMAÇÃO

O texto prevê a participação de municípios, instituições de ensino, entidades profissionais e organizações de apoio às pacientes nas ações de conscientização, respeitando as competências administrativas e a disponibilidade de recursos.

As atividades poderão ganhar maior intensidade em março, especialmente na semana que inclui o dia 13, em sintonia com a Semana Nacional de Educação Preventiva e de Enfrentamento à Endometriose. Apresentado em agosto, o projeto foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

Antes de seguir para votação em plenário, deverá passar pelas etapas previstas de análise legislativa. A proposta se soma a outras iniciativas de autoria ou coautoria de Cristina Silvestri relacionadas à saúde feminina, entre elas medidas voltadas à dignidade menstrual, prevenção da pré-eclâmpsia, atenção à mulher no climatério e proteção dos direitos das pessoas com fibromialgia.