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Requião diz que pacote econômico "ferra o trabalhador"

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

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Da Redação

Brasília - O senador Roberto Requião não se conteve e disse que o novo pacote econômico, lançado na noite de dessa quinta (15), pelo Presidente Michel Temer, "só ferra os trabalhadores" e privilegia os banqueiros.

“O pacote econômico é mais um favor para bancos. Segue o mesmo caminho da PEC 55”. Para explicar parte do "pacotaço, a assessoria técnica do senador divulgou a seguinte nota, assinada pelo jornalista J. Carlos de Assis*

"O crédito consignado foi uma péssima invenção do Governo Lula para facilitar o crédito bancário a pessoas empregadas, em geral a taxas de juros escorchantes. Entretanto, o sistema só funcionou quando renda e emprego estavam crescendo. Nesse caso, o devedor tinha crédito imediato para comprar bens de consumo e pagar com seu salário crescente (o mínimo estava subindo acima da inflação), ou mesmo estável. Se perdia o emprego e seu salário caísse, ficaria pendurado no banco, comprometendo com as prestações fatias cada vez mais elevadas de sua renda – ou ficando inadimplente por falta de renda. Nesse caso, os banqueiros é que correm o risco da inadimplência, pois o devedor não tem como pagar. É isso que está acontecendo com milhões de brasileiros. É para favorecer os bancos contra a inadimplência que acaba de ser anunciada a medida do Governo de permitir o uso de parte do FGTS com o pagamento de dívidas do trabalhador empregado ou desempregado. Uma indecência a mais para favorecer os bancos, que, sem incorrerem em nenhuma perda, com isso reduzem os prejuízos da inadimplência".

*J. Carlos de Assis é jornalista e economista, doutor pela Coppe/UFRJ, da Aliança pelo Brasil e assessor do gabinete do senador Roberto Requião.