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Vila Copel em Reserva do Iguaçu (Foto: arquivo/RSN)
BOM SENSO

Reserva do Iguaçu completa 30 anos sem festa e com foco no equilíbrio das contas

Queda na arrecadação e precatórios herdados de gestões anteriores levaram o prefeito a cancelar a programação festiva e priorizar equilíbrio financeiro

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

Vila Copel em Reserva do Iguaçu (Foto: arquivo/RSN)

Reserva do Iguaçu completa nesta quarta (2) três décadas de emancipação política em um cenário bem diferente daquele normalmente associado a uma data comemorativa. Não haverá programação festiva. Diante da queda na arrecadação e de compromissos financeiros elevados, o prefeito Vitório Antunes de Paula optou por não promover festas neste ano. Conforme o prefeito, trata-se de uma decisão que a própria Administração classificou como necessária para preservar o equilíbrio das contas e a continuidade dos serviços públicos. O município, criado pela Lei Estadual nº 11.163, de 4 de setembro de 1995, tem hoje população estimada em aproximadamente 6,5 mil habitantes, conforme o IBGE. Reserva do Iguaçu ocupa uma área superior a 833 quilômetros quadrados e tem a história ligada ao tropeirismo, à agricultura e à geração de energia. A decisão ocorre em meio a uma retração importante das receitas municipais. De acordo com dados repassados pela administração, nos últimos três meses a previsão era arrecadar cerca de R$ 2,7 milhões. Entretanto, efetivamente entraram aproximadamente R$ 1,14 milhão, uma diferença próxima de R$ 1,6 milhão. A queda apontada é de 11,02%, pressionando um orçamento que já precisa absorver despesas obrigatórias e manter serviços essenciais.

PRECATÓRIOS

O maior gargalo, entretanto, está nos precatórios acumulados de gestões anteriores. O município terá de desembolsar aproximadamente R$ 2,5 milhões até 31 de dezembro deste ano para quitar essas dívidas judiciais. A Prefeitura já reservou cerca de R$ 1,7 milhão para esse compromisso e ainda precisa reunir aproximadamente R$ 800 mil. Valor que deverá ser arrecadado no próximo dia 10 de setembro. O comunicado oficial da administração confirma impacto superior a R$ 2,4 milhões com precatórios somente em 2026. Neste contexto, a ausência de festa deixa de ser apenas uma decisão administrativa e passa a representar uma opção de gestão, conforme diz o prefeito.

Em vez de comprometer ainda mais o caixa com shows, estruturas e despesas comemorativas, decidimos preservar recursos para obrigações que não podem ser adiadas.

De acordo com Vitório, é uma escolha menos popular no curto prazo, mas que demonstra bom senso diante de uma realidade financeira apertada.

Aniversário municipal pode ser comemorado novamente; dívida vencida, salário, saúde e serviços essenciais não podem esperar.

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