Sebastião Junior sentou no banco dos réus nesta terça (22), acusado de tentativa de feminicídio contra a ex-esposa, em Turvo. O caso ocorreu após o fim do relacionamento e mobilizou a polícia no dia 7 de julho de 2025. Ele foi condenado a cinco anos e dois meses em regime aberto, com uso de tornozeleira eletrônica.
Conforme a vítima Juliane Neves, os dois estavam separados há dois meses, mas Sebastião não aceitava o término do relacionamento.
Na manhã do ocorrido, Juliane saiu de casa para comprar pão numa padaria que fica a duas quadras da casa onde morava. Por volta das 7h20, ela ligou para a mãe dela e disse que retornaria em seguida para o café da manhã. Com a demora, a família começou a se preocupar e, por volta das 10h30, chamou a polícia.
De acordo com a vítima, Sebastião estava indo até a casa dela porque queria a certidão de casamento de ambos.
Ele me encontrou a uns 700 metros de antes da casa. Me perseguiu e me atropelou nas proximidades de um campo de futebol, na região dos Cmeis. Eu apaguei com batida.
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Na sequência, conforme Juliane, ele a colocou no banco traseiro do carro e seguiu em direção à região do Rio do Anordo.
Nesse local, ele passou a agredi-la fisicamente. Um homem que estava cortando lenha nas proximidades presenciou parte da agressão e chamou a polícia.
Como eu estava muito machucada falei que iria morrer de dor antes dele me matar. Pedi um remédio e ele que me daria droga. Perguntei o que a droga faria e me disse que eu não sentiria dor".
De acordo com Juliane, Sebastião saiu do mato onde estavam. Quando estavam indo à casa da mãe dele para pegar a droga, viram uma viatura policial.
"Consegui buzinar. Ele tentou fugir, mas houve a prisão em flagrante na rua da Delegacia de Polícia".
Juliane sofreu ferimentos graves com fraturas na coluna e no quadril. "Vou fazer cirurgia e colocar pinos". Com medo de ameaças, ela transferiu residência para outro estado.