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JUSTIÇA

Sebastião Junior é condenado a cinco anos e dois meses por tentativa de feminicídio

Julgamento ocorreu nessa terça (22) por tentativa de feminicídio contra ex-esposa em 2025, em Turvo.

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
4 min de leitura
Sebastião Junior foi condenado nessa terça (22)
Sebastião Junior foi condenado nessa terça (22)

Sebastião Junior sentou no banco dos réus nesta terça (22), acusado de tentativa de feminicídio contra a ex-esposa, em Turvo. O caso ocorreu após o fim do relacionamento e mobilizou a polícia no dia 7 de julho de 2025. Ele foi condenado a cinco anos e dois meses em regime aberto, com uso de tornozeleira eletrônica.

Conforme a vítima Juliane Neves, os dois estavam separados há dois meses, mas Sebastião não aceitava o término do relacionamento.

Na manhã do ocorrido, Juliane saiu de casa para comprar pão numa padaria que fica a duas quadras da casa onde morava. Por volta das 7h20, ela ligou para a mãe dela e disse que retornaria em seguida para o café da manhã. Com a demora, a família começou a se preocupar e, por volta das 10h30, chamou a polícia.

De acordo com a vítima, Sebastião estava indo até a casa dela porque queria a certidão de casamento de ambos.

Ele me encontrou a uns 700 metros de antes da casa. Me perseguiu e me atropelou nas proximidades de um campo de futebol, na região dos Cmeis. Eu apaguei com batida.

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Na sequência, conforme Juliane, ele a colocou no banco traseiro do carro e seguiu em direção à região do Rio do Anordo.

Nesse local, ele passou a agredi-la fisicamente. Um homem que estava cortando lenha nas proximidades presenciou parte da agressão e chamou a polícia.

Como eu estava muito machucada falei que iria morrer de dor antes dele me matar. Pedi um remédio e ele que me daria droga. Perguntei o que a droga faria e me disse que eu não sentiria dor".

De acordo com Juliane, Sebastião saiu do mato onde estavam. Quando estavam indo à casa da mãe dele para pegar a droga, viram uma viatura policial.

"Consegui buzinar. Ele tentou fugir, mas houve a prisão em flagrante na rua da Delegacia de Polícia".

Juliane sofreu ferimentos graves com fraturas na coluna e no quadril. "Vou fazer cirurgia e colocar pinos". Com medo de ameaças, ela transferiu residência para outro estado.