Saiba como adaptar o corpo ao fim do horário de verão

Dica é mudar alguns hábitos dias antes, e aos poucos ir "atrasando" nosso corpo

Depois de praticamente quatro meses de horário de verão, ele está chegando ao fim. Na meia-noite do próximo sábado (17) para domingo (18), devemos atrasar os relógios em 1h. E sempre que essas mudanças acontecem, nosso corpo também sente. E a pergunta que fica é: como podemos adaptar nosso organismo para essa nova mudança de horário?

Segundo a otorrinolaringologista, Dharyemne Pucci de Araújo, a dica é mudar alguns hábitos dias antes, e aos poucos ir “atrasando” nosso corpo.

“Com o horário de verão nosso corpo está adiantado em 1 hora, e agora será necessário atrasá-lo. Sendo assim, após a mudança de horário teremos sono mais cedo e também podemos acordar mais cedo do que o necessário segundo o relógio. O que pode ser feito para se habituar mais rapidamente ao novo horário é dormir 10 minutos mais tarde progressivamente nos 6-7 dias que antecedem a mudança, e se possível atrasar o horário de acordar, também em 10 minutos”, aconselha a especialista.

Lembrando que os idosos podem enfrentar mais dificuldade para a adaptação ao novo horário. Isso porque é esperada uma redução fisiológica nas horas de sono e um aumento no tempo entre deitar e adormecer, contribuindo para uma maior sensibilidade às mudanças de horário.

CUIDE DA ALIMENTAÇÃO 

Para que o sono seja reparador, é importante ficar de olho na alimentação. Alimentos de difícil digestão e ricos em carboidratos, assim como bebidas estimulantes, podem atrapalhar a ‘chegada’ do sono. “Portanto, ingerir bebidas ricas em cafeína, como café, chá verde/mate e refrigerantes à base de cola, principalmente, devem ser evitados após às 17-18 horas. A noite nossa alimentação deve ser a mais leve possível e sem exagerar na quantidade”, lembra a otorrino.

DESLIGUE-SE DAS TELAS 

Checar as últimas atualizações nas redes sociais e assistir à TV antes de dormir podem parecer hábitos normais, mas eles são os principais responsáveis por atrapalhar nosso sono. De acordo com a doutora Dharyemne, equipamentos eletrônicos como smartphones, tablets e a televisão geram estímulos luminosos intensos e emitem o espectro de luz azul. Este tipo de luz é o principal responsável pela inibição da liberação da melatonina, o hormônio facilitador do sono.

“A secreção de melatonina ocorre quando reduzimos significativamente os estímulos luminosos, portanto precisamos estar no escuro. A presença de feixe luminoso inibe sua secreção e retarda a chegada do sono”, finaliza a especialista.

 

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