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Samu recebe 120 trotes por mês em Guarapuava

Além de atrapalhar o trabalho, a pessoa que passa trote pode ser punida no Paraná, com multa de R$ 135,78 para quem passar trotes a serviço de emergência

Gilson Boschiero
Gilson Boschiero Jornalista
3 min de leitura

SAMU

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(Foto: Arquivo RSN)Samu-oficial
Samu de Guarapuava recebe 120 trotes por mês (Foto: Arquivo/RSN)[/caption] Embora seja possível identificar se a chamada não procede, ainda existe muita gente em Guarapuava que insiste em ligar para o Samu (Serviço de atendimento Móvel de Urgência), e passar informações falsas de uma ocorrência. “Muitas pessoas não esperam a unidade chegar, ou pior, dão relatos falsos (trotes). Recebemos aproximadamente 120 trotes por mês". Não é novidade que esse tipo de atitude dificulta a operação, pois a equipe do Samu deixa de prestar serviços a quem realmente precisa, enquanto se desloca para a falsa ocorrência. Porém, além de atrapalhar o serviço, a pessoa que passa trote pode ser punida no Paraná. A lei 15.107/12 prevê uma multa de R$ 135,78 para quem passar trotes a qualquer serviço de emergência.

SAMU

O 192 é um número que ajuda a salvar muitas vidas. Por meio desse telefone, o Samu é acionado para atender acidentes automobilísticos, quedas, atropelamentos e casos clínicos como infartos, avc (derrame) e convulsões. Já são mais de 15 anos de atuação em Guarapuava, com cerca de três mil atendimentos por mês. Mas para cumprir o objetivo de prestar um bom serviço, a colaboração do usuário é fundamental, principalmente nos casos de maior gravidade. “O adequado é que em qualquer situação de urgência, a pessoa possa relatar o que aconteceu, tentando manter-se calma e atenta, nos passando corretamente o endereço", explica o enfermeiro e coordenador do Nep (Núcleo de Educação Permanente Samu), Franco Bittencourt. "Desde o recebimento do chamado até a chegada ao local, calculamos um tempo de resposta de 10 minutos. Assim, o serviço é rápido e mais eficiente, pois realizamos um atendimento pré-hospitalar”. Em Guarapuava, o atendimento é feito por três equipes. Duas correspondem ao suporte básico de vida, com técnico em enfermagem e um condutor. Entretanto a outra, já dá o suporte avançado de vida com a UTI móvel. Assim, esta equipe é composta por enfermeiro, socorrista e um médico. De acordo com Bittencourt, quando o serviço é acionado, o médico regular da base faz uma série de perguntas para o informante. Desta forma, todos os dados contribuem para que o especialista possa dar o melhor encaminhamento às situações e orientar, em alguns casos, eventuais primeiros cuidados. Assim, essas informações ajudam a definir qual é a unidade correta a ser enviada para o atendimento.

SAMUZINHO

Após o registro de altos índices de relatos falsos, foi criado o projeto Samuzinho, que busca conscientizar as crianças sobre os serviços emergenciais e os problemas causados por trotes. “O projeto já orientou mais de 450 alunos, trabalhando com crianças da rede municipal e particular". A metodologia é simples e ensina como acionar o Samu. ALém disso, mostra os perigos de congestionar as linhas com testemunhos falsos.

ORIENTAÇÃO

  • Em caso de urgência, disque o número 192 e responda calmamente todas as perguntas do médico;
  • Relate o ocorrido e forneça o endereço do local, dando um ponto de referência;
  • É importante não se precipitar e apenas tomar alguma atitude depois de acionar o serviço com a orientação dos profissionais;
  • Aguarde o Samu chegar. E, preferencialmente, quando possível, uma pessoa deve aguardar em frente ao local e acenar para equipe.
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Sobre o autor

Gilson Boschiero

Gilson Boschiero

Jornalista

Possui graduação em Jornalismo, pela Universidade Metodista de Piracicaba (1996). Mestre em Geografia pela Unicentro/PR. Tem experiência de 31 anos na área de Comunicação, com ênfase em telejornalismo e edição. Foi repórter, editor e apresentador de telejornais da TV Cultura, CNT, TV Gazeta/SP, SBT/SP, BandNews, Rede Amazônica, TV Diário, TV Vanguarda e RPC. De 2015 a 2018 foi professor colaborador do Departamento de Comunicação Social da Unicentro - Universidade do Centro-Oeste do Paraná. Em fevereiro de 2019, passou a ser o editor chefe do Portal RSN.